Nosso mundo insatisfeito está sempre à procura de um padrão melhor de equilíbrio na conduta ética e moral; desejando renovar, ou mesmo reformar, valores cristãos milenares considerados antiquados para continuar sendo aplicados na cibercultura atual. A discussão sobre padrões de comportamento antes aceitáveis e que devem ser mudados por serem considerados inadequados no ambiente corporativo de hoje, nos faz ver interesse de aumentar a efetividade das metas de produção em detrimento da afetividade que compartilha sentimentos e emoções que nos tornam mais humanos e menos robotizados.
Há o desejo que aprendamos a pensar como computador. "Tempos Modernos", filme de Charles Chaplin, nos alerta quanto ao risco do homem tornar-se peça da máquina em que trabalha por não ter mais tempo nem para afeição e nem para alimentação. Já em 2006, a professora Jeannette M. Wing, da Universidade Carnegie Mellon, escreveu um artigo chamado "Pensamento Computacional": "Aplicando o pensamento computacional podemos melhorar as eficiências de nossas vidas diárias e nos tornarmos um pouco menos estressados". Eu não creio nisso! Limitar por código de conduta, no ambiente de trabalho, a liberdade de expressarmos nossos sentimentos de afeto e amizade em palavras, num abraço e num beijo, é querer esmagar o amor fraternal que nos une.
O próximo está ficando cada vez menos próximo para que possamos tocá-lo em amor. Existe uma diferença polêmica entre "o que se pode" e "o que não se deve". Bem disse J.R. Guzzo em seu artigo "Um País de Chatos": "Vai se inventando, de cima para baixo, uma sociedade mal-humorada, neurastênica e hostil à liberdade de expressão". Estamos sendo pressionados pela minoria, preconceituosa e intolerante, que busca escravizar nosso direito de pensar ao exigir de nós que aprovemos o seu pensamento. Jesus profetizou que no final dos tempos o amor de quase todos esfriaria. O amor é a única arma que destrói o ódio.