A Prefeitura de Arujá informou ontem que aguarda o laudo sobre as causas da morte de um macaco, que foi encontrado morto recentemente, no bosque de um condomínio da cidade. A necropsia foi realizada e as amostras encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. O prazo para divulgação do resultado não foi informado.
Em relação às epizootias, que são a morte ou adoecimento de primatas não humanos, como macacos, bugios e outros, o governo do Estado informou que ocorreram 2.491 casos, desde julho de 2016 até o momento, com a confirmação de positividade de febre amarela em 617 animais por meio de análise laboratorial pelo Instituto Adolfo Lutz, sendo 61,5% deles na região de Campinas.
De janeiro de 2017 até o momento, houve 29 casos autóctones de febre amarela silvestre confirmados no Estado de São Paulo. Treze deles evoluíram para óbitos, cujos locais de infecção foram os municípios de Américo Brasiliense, Amparo, Batatais, Monte Alegre do Sul, Santa Lucia, São João da Boa Vista, Itatiba, Mairiporã e Nazaré Paulista. Os demais casos autóctones, sem óbitos, têm como locais de infecção os municípios de Águas da Prata, Campinas, Santa Cruz do Rio Pardo, Tuiti, Mococa/Cassia dos Coqueiros, Jundiaí e Mairiporã. Não há casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942.
Balanço inédito da Secretaria de Estado da Saúde mostra que em 2017 o número de pessoas imunizadas contra a febre amarela praticamente dobrou em todo o Estado de São Paulo, em relação à década anterior.
Somente no ano passado foram vacinados cerca de 7 milhões de paulistas, contra 7,6 milhões no período entre 2007 e 2016.
As sete milhões de pessoas vacinadas em 2017 receberam doses a partir de estratégias de prevenção específicas definidas pela pasta, em conjunto com municípios, a partir do monitoramento de mosquitos, macacos e casos humanos para coibir a transmissão do vírus.
Por meio das ações de Vigilância Epidemiológica, 70 cidades paulistas passaram a ter recomendação da vacinação, nos últimos dois anos. Anteriormente, 445 municípios já estavam previamente definidos pela estratégia convencional de vacinação.
As últimas ampliações regionalizadas, desenvolvidas no segundo semestre do ano passado, contemplaram cidades do Alto Tietê, da região de Osasco e bairros as zonas Norte, Leste e Sul da capital.
O avanço para essas localidades considerou o percurso do vírus pelos corredores ecológicos, que balizou a antecipação da vacinação em municípios como Jundiaí, Atibaia, Campo Limpo Paulista, Franco da Rocha, Cajamar, Caieiras, São Roque, Cotia, Vargem Grande Paulista, Itapecerica da Serra, Igaratá.
Convencionalmente, a vacina era indicada para áreas com recomendação previamente definidas, nas quais a cobertura vacinal é de aproximadamente 80%, nos últimos dez anos.
Parques
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo reabriu ontem o Horto Florestal, o Parque da Cantareira e o Parque Ecológico do Tietê. A pasta também fará, a partir do próximo mês, uma campanha inédita de imunização contra a febre amarela no território paulista. Na região, não há previsão de fechamento dos parques. Vale ressaltar que o Alto Tietê ainda não notificou nenhum caso relacionado à doença