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As medidas de otimização do espaço no Cemitério da Saudade, localizado em Brás Cubas, tomadas pela Prefeitura de Mogi das Cruzes, resultaram ontem em queixas feitas pela população. Alguns munícipes reclamaram em postagens no Facebook que é preciso passar por cima das sepulturas para acessar os jazigos de seus parentes.
Segundo o engenheiro Ronaldo Minowa, 51 anos, um dos que reclamaram na rede social, os novos túmulos estão sendo feitos na calçada em frente a outras sepulturas. A utilização deste espaço obriga os enterros a serem feitos na transversal, o que faz com que, para acessar um jazigo, a pessoa tenha que passar por cima dos túmulos.
O engenheiro tem seus avós e seu padrasto enterrados no cemitério e relata que quando viu a situação ficou apavorado. "Eu tenho o costume de ir todo mês ao cemitério. Quando fui nesta última segunda-feira encontrei o túmulo da minha família com algumas coisas retiradas e sepulturas feitas em frente. Isso faz com que dificulte a passagem e eu tenho que pisar em cima de outros túmulos para chegar ao da minha família. É um desrespeito", informa Minowa.
Ainda de acordo com Minowa, o mesmo foi procurar a administração do cemitério, que o informou sobre a medida. "Eles me disseram que são ordens superiores e que não têm que me dar mais satisfações. Eu pago a taxa de manutenção. Isso não é humano", relata.
Resposta
A equipe do Mogi News entrou em contato com a Prefeitura que, por nota, informou que "A Secretaria Municipal de Governo esclarece que está otimizando a utilização do cemitério com a criação de novos jazigos em áreas anteriormente não utilizadas. O procedimento busca oferecer maior atendimento à população".
A pasta ainda informa que os três cemitérios da cidade (São Salvador, Saudade e Sabaúna) têm atendido toda a sociedade e exigem pequenas intervenções para a ampliação do terreno, conforme o crescimento da população. Disse ainda em nota que o "Cemitério da Saudade é dividido em jazigos perpétuos, que destinam-se ao uso por familiares dos proprietários, e provisórios, destinados a pessoas que não possuem jazigos próprios. No caso dos provisórios, conforme a legislação, os restos mortais permanecem por período mínimo de três anos. Posteriormente, os familiares podem optar pelo translado a ossário próprio ou a administração realiza a alocação dos restos mortais no ossário geral".
*Texto sob supervisão do editor.
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