A partir da iniciativa de atingir uma melhor eficiência do serviço prestado, a Prefeitura de Suzano conseguirá levar mais água a quem realmente necessita. No assentamento irregular que existe na região do Jardim Monte Cristo, por exemplo, mais de 200 pessoas são atendidas por dois reservatórios, quando o ideal seriam cinco. A situação é semelhante em comunidades da Vila Nova Ipelândia, Parque Cerejeiras e Residencial Nova América, todos bairros do distrito de Palmeiras.
Com a reorganização do serviço, será possível ampliar o fornecimento e acabar com irregularidades e favorecimentos. Atualmente, para garantir o abastecimento nessas localidades onde estão as 145 caixas comunitárias, a administração municipal compra 2,7 milhões de litros de água por mês da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), ao custo que varia entre R$ 60 mil e R$ 70 mil. A captação é feita a partir de uma bica da empresa estadual localizada nas proximidades da estrada do Koyama, em Palmeiras.
A poucos metros dali, há uma outra fonte da administração municipal - que foi recuperada neste ano pela Secretaria de Manutenção e Serviços Urbanos -, mas a água não é própria para o consumo (ferrosa) e acaba sendo utilizada apenas em obras e outros trabalhos. Há um planejamento para adquirir uma estação de tratamento a fim de que essa bica possa ser usada. Desta forma, se assim ocorrer, não será mais necessário comprar água da Sabesp.
Além disso, o valor do contrato de aluguel dos caminhões que fazem o transporte é de R$ 126 mil por mês. Ou seja, com o corte já definido em quase metade dos reservatórios e com a possibilidade de a Prefeitura de Suzano não precisar mais comprar água da Sabesp, será possível atender a recomendação do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) e, assim, economizar cerca de R$ 130 mil mensalmente (R$ 70 mil da aquisição e R$ 60 mil do traslado) ou quase R$ 1,5 milhão por ano.