As obras da futura Câmara de Ferraz de Vasconcelos na rua Deputado Queiroz Teles, na Vila Romanópolis, ainda não têm prazo para serem retomadas. Parada há um ano e cinco meses, a nova sede do Legislativo está com 65% da parte física construída e a edificação custará R$ 3,4 milhões.
De acordo com a assessoria de Imprensa da Câmara, a construção passa por uma sindicância interna. "É preciso apurar responsabilidades, tendo em vista a existência de possíveis irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE- SP)", informa.
Por conta dessas pendências, a obra não poderá ser retomada tão cedo. A empreiteira responsável é a Arcan Construtora de Mogi das Cruzes.
Em janeiro deste ano, os vereadores de Ferraz se reuniram com o secretário de Obras, Antônio Carlos dos Santos Ferreira, para discutirem sobre a construção, mas esta medida não surgiu nenhum efeito. Esta reunião foi liderada pelo presidente da Casa, Flavio Batista de Souza (PTB), o Inha. Apesar da forte crise financeira que a cidade passa, o presidente pediu prioridade no reinício dos trabalhos na obra, mas o pedido esbarrou justamente na questão das ilegalidades, na execução financeira da obra.
Em junho deste ano, o plenário da Câmara aprovou um requerimento, assinado por um grupo de oito parlamentares, exigindo por escrito uma resposta sobre a retomada dos trabalhos. O documento questionou os valores que já foram pagos à empresa, um prazo para o resgate e uma estimativa para a entrega.
A previsão era de que a obra fosse concluída em maio de 2016. "Trata-se de um problema bastante complexo para ser resolvido" conta a assessoria da Câmara. 
É importante lembrar que, desde julho de 2012, a Câmara fica situada em um prédio alugado pelo Poder Executivo por R$ 15 mil mensais, na avenida Dom Pedro II, 234, no centro da cidade. O local não oferece condições adequadas de trabalho e, principalmente, não tem um mínimo de acessibilidade para a população.
O Dat questionou a Prefeitura de Ferraz sobre a obra e ela informou que a construção foi parada por falta de recursos financeiros, mas não comunicou quando a construção irá ser retomada e como está o andamento da situação.
* Texto supervisionado pelo editor.