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A Prefeitura de Mogi das Cruzes, por meio da Secretaria de Assistência Social e das unidades do Centro de Referência da Assistência Social (Cras) Jundiapeba I e II, Jardim Layr, e Jardim Aeroporto, realizaram nesta semana VI Evento da Consciência Negra, na sede da Congregação das Irmãs Ursulinas, no Conjunto Santo Ângelo. O objetivo foi promover uma reflexão crítica sobre a situação da população negra e a mobilização da sociedade para romper com a desigualdade e o preconceito, além de possibilitar contato mais próximo com a cultura afro-brasileira.
Trata-se de uma ação comunitária que já faz parte do planejamento anual do Cras Jundiapeba I, que vem acontecendo desde 2012. Nesta edição, assim como no ano passado, a ação teve como atores no planejamento e na execução os Cras Jardim Layr, Aeroporto III, Jundiapeba I e Jundiapeba II, além dos Serviços de Convivência, portanto, envolvendo quatro territórios, num único evento.
O tema faz parte do cotidiano dos equipamentos e tem como objetivos fortalecer, ampliar, valorizar a cultura africana, reconhecendo, significando e resignificando as identidades. A ação comunitária é um trabalho social que tem como perspectiva refletir às questões de raça e etnia, bem como uma forma de fortalecer o empoderamento, a construção de identidades positivas, a valorização da diversidade, a participação social e a defesa coletiva da dignidade e dos direitos deste segmento.
O evento contou com apresentação de poesia, música e dança das famílias que participam dos serviços ofertados pelos Cras e uma apresentação de Contação de histórias performáticas do Coletivo "Agô Performances Negras".
"Estas ações são de extrema importância, pois contribuem com a ampliação do diálogo e enfrentamento ao racismo, as consequências desta prática desumanizante se revela corriqueira e não assumida pelas instituições", avalia a secretária municipal de Assistência Social, Neusa Marialva.
Para completar a programação do mês da Consciência Negra, foi realizada uma Oficina de Bonecas Abayomi, pelo Cras Centro, em parceria com o Cras Jundiabepa I, na Associação de Moradores do Bairro Novo Horizonte. Originalmente, as bonecas africanas foram criadas para acalentar as crianças durante as terríveis viagens a bordo dos tumbeiros - navio de pequeno porte que realizava o transporte de escravos entre África e Brasil.
As mães africanas rasgavam retalhos de suas saias e a partir deles criavam pequenas bonecas, feitas de tranças ou nós, que serviam como amuleto de proteção.
As bonecas, símbolo de resistência, ficaram conhecidas como Abayomi, que significa 'encontro precioso'.
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