Os vereadores avaliaram positivamente a decisão do Senado, que aprovou o projeto que regulamentará o transporte de passageiros por aplicativo.
Agora, a proposta voltará para a Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção do presidente Michel Temer (PMDB).
A cidade estuda um projeto para regulamentar o serviço em âmbito municipal. Para o presidente da Comissão Especial de Vereadores (CEV) do Uber, Caio Cunha (PV), a proposta mogiana tem que andar independente dos trabalhos em Brasília.
Para o vereador do Partido Verde, a retirada dos pontos mais polêmicos da proposta é uma importante vitória. "A regulamentação da atividade em si é em âmbito nacional. Fica a critério do município, por exemplo, a questão da tributação", explica. "Acho que a expectativa era muito ruim pelas emendas colocadas, prazo de urgência. Todo mundo estava temeroso com a obrigatoriedade de colocar placa vermelha. A aprovação foi um grande avanço. A mobilização nacional pesou bastante", destacou ele.
Cunha lembrou ainda que teve uma reunião, nesta semana, com os motoristas de aplicativos para discutir o assunto.
Ele informou que alguns pontos do anteprojeto, encaminhado para a Prefeitura, foram modificados e eles estão debatendo as alterações.
Para o vereador Francisco Moacir Bezerra de Melo (PSB), o Chico Bezerra, representante dos motoristas de táxis, o projeto vai ao encontro do pedido da regulamentação do serviço. "Os taxistas não são contra o Uber, eles querem a regularização. O pedido é que haja contribuição para o município e a cidade possa avaliar quem são os motoristas", avalia.
De acordo com Chico, há pontos que poderiam ser melhor revistos. "Acho que o único problema do projeto aprovado no Senado é que parece que não vai precisar de licença municipal", pontuou.