A Prefeitura de Mogi das Cruzes tem trabalhado para combater a invasão de áreas de risco. Do começo do ano até agora, a Secretaria de Segurança retirou cerca de 870 barracos que foram instalados irregularmente em diversos pontos da cidade. A administração municipal conta com uma equipe para evitar a criação de núcleos irregulares em áreas de risco e de proteção de mananciais. O trabalho colabora com a Operação Verão, que foi apresentada ontem.
O prefeito Marcus Melo (PSDB) ressaltou que nos últimos anos a Prefeitura tem combatido a ocupação irregular. "A Secretaria de Segurança está atuando. Todos os dias temos situações de ocupação irregular. A Prefeitura tem adotado o critério de não permitir que elas ocorram para não deixarmos que a cidade crie núcleos de favelas. Não podemos permitir que as pessoas morem em locais inadequados. Hoje, estamos monitorando todos os locais da cidade", ressaltou.
O secretário de Segurança, Paulo Roberto Sales informou que a Prefeitura conta uma equipe que monitora diariamente a situação das ocupações irregulares. "É um monitoramento 24 horas com a Guarda Municipal, Defesa Civil e Polícia Militar. Não é só para evitar invasão, mas o risco de vida, pois as pessoas estão invadindo beira de córregos, de rio e encosta com grande risco de queda. Criamos um grupo de funcionários só para fazer esse tipo de atividade", informou.
Sales afirmou que as invasões são muito dinâmicas. "Na terça-feira, efetuamos a demolição de praticamente 23 barracos no Jardim Lair. Hoje, passando pela manhã, já tinham reconstruído quatro barracos e estavam morando. No sábado, retiramos 3,7 mil metros de cerca perto do rio Jundiaí, hoje, passaram lá e foram outros 2,5 mil metros de cerca", disse.
De acordo com o secretário, as áreas rurais, como Taiaçupeba, Biritiba Ussu e Pindorama tem sido alvo de invasões. Ele ressaltou que a ocupação tem se aprimorado. "Eles perceberam que durante a semana construíam e já tirávamos. Desde junho, estão vindo nas sextas-feiras à noite com equipe de dez a 15 pessoas. Eles montam uns 15 barracos, alguns de alvenaria. Na madrugada, colocam os móveis e na manhã já tem gente ocupando. Se formos fazer a ação na segunda-feira, como está ocupado, o processo é diferente e demorado", esclareceu, completando que, no momento, existem quatro processos de reintegração de posse em andamento.
Segundo Sales, o trabalho é feito em forma conjunta com o Ministério Público, Polícia Ambiental, Delegacia do Meio Ambiente e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Denúncias podem ser feitas pelos telefones 153 e 156.