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O aumento médio no valor do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) será de 21% a partir de 2018, podendo chegar a 37% em poucos pontos da cidade. Os imóveis da região central devem ter o maior reajuste, assim como terrenos e grandes construções da rodovia Índio-Tibiriçá (SP-31). Com os novos valores, a Prefeitura de Suzano pretende arrecadar pouco mais de R$ 20 milhões a mais no próximo ano e, com isso, conseguir manter novos serviços de saúde que ainda serão inaugurados.
Todos os dados sobre a revisão da Planta Genérica de Valores (PGV), que resultará no reajuste do IPTU, foram apresentados durante entrevista coletiva concedida ontem pelo prefeito Rodrigo Ashiuchi (PR), o secretário de Planejamento e Finanças, Itamar Viana, e o procurador do município, Adalberto Negoitza.
De acordo com o relatório informado, onde foi detalhado também como é feito o cálculo do tributo, a administração apontou o aumento do valor em várias ruas da cidade (conforme quadro abaixo).
A maior porcentagem está na rodovia Índio-Tibiriçá (37,14%), seguido pela avenida Guilherme Garijo ( 35,73%) e estrada do Koyama (35,61%). Já a rua Vinte e oito, por exemplo, terá uma redução do valor venal de 78%, sendo o menor registrado no município.
Segundo Viana, o valor final de reajuste do IPTU varia dentro da própria via, já que o cálculo leva em conta se há edificação, onde a alíquota é de 1% e, sem edificação, de 3%.
Segundo Ashiuchi, a revisão da PGV foi necessária, já que a lei em vigor, aprovada em 2013, quando os valores foram revisados pela última vez, previa um limitador no aumento somente até 2017, sendo que em 2018 o reajuste do IPTU seria de 160%. "Não acho justo com a população, nesse momento do país, aplicar um aumento desse porte. Por isso, estamos mantendo o limitador, reduzimos a porcentagem da alíquota e estamos propondo o aumento maior na região central e os menores na região periférica. É preciso fazer justiça social e garantir também a arrecadação, para que a cidade se desenvolva".
Projeção
Já o secretário de Finanças detalhou como será a arrecadação em 2018. Com a antiga revisão da PGV, a arrecadação atual, projetada em R$ 93 milhões, passaria para R$ 244 milhões. Com a nova revisão dos valores, o montante a ser arrecadado está projetado em R$ 113 milhões, resultando em uma diferença de pouco mais de R$ 20 milhões.
Ashiuchi afirmou prezar pela transparência, em relação ao uso desse recurso a mais que deve ser gerado. "A manutenção dos serviços de saúde custa hoje R$ 4 milhões por mês. Com a arrecadação maior, podemos garantir o custeio de novos postos de saúde", definiu.
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