Em resposta à reportagem sobre ações desenvolvidas na questão bullying nas escolas, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo afirma que trabalha no combate, permanentemente. A rede conta com a figura do professor-mediador, profissional especialista na solução de conflitos e no trabalho de ações socioeducativas. O Estado está ampliando o programa de Mediação Escolar, que reduziu desde 2014 em 70% o número de ocorrências desta natureza na rede estadual, para todas as suas 5 mil escolas. Isso significa que todas as 5 mil escolas terão agora, ao menos, um educador nesse papel. E, em 1.795 destas unidades haverá um segundo com o mesmo objetivo e para que trabalhem em conjunto.
Outro exemplo é o Sistema de Proteção Escolar, criado em 2009 pela Secretaria da Educação e que visa a prevenção de conflitos no ambiente escolar. O programa dispõe de manuais de conduta, distribuídos para todas as escolas da rede estadual, com orientações de como os gestores escolares devem lidar com as manifestações de bullying e outros tipos de agressões.
A Pasta dispõe ainda do Registro de Ocorrências Escolares (ROE). É uma ferramenta online na qual os Diretores de Escola registram as ocorrências de cunho disciplinar e/ou delituoso, no âmbito da comunidade escolar. O principal objetivo do ROE é registrar e mapear situações de insegurança e de grave indisciplina que afetam as escolas da rede pública estadual.
Além disso, há o Programa Prevenção Também se Ensina, presente na rede há mais de 20 anos. Todas as escolas recebem materiais para que os professores recebam capacitação e se tornem multiplicadores dentro de sala.
No fim do ano passado, a Educação e OAB-SP lançaram uma cartilha de prevenção ao cyberbullying nas escolas. O material reúne questões legais e éticas que devem ajudar o atendimento dentro e fora de sala de aula. A Educação de São Paulo também é uma das parceiras da campanha "Chega de Bullying, não fique calado", do Cartoon Network. A proposta é que os 3,7 milhões da rede estadual assumam o compromisso de prevenir e combater ofensas e agressões no ambiente escolar por meio da campanha disponível no portal http://www.chegadebullying.com.br/.