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O presidente Michel Temer (PMDB) conseguiu se livrar de mais uma denúncia de corrupção, oferecida ao Supremo Tribunal Federal (STF), pela Procuradoria Geral da República, quando Rodrigo Janot ainda era o procurador-geral. O placar da votação na Câmara dos Deputados foi de 251 contra 233 a favor do chefe do Executivo brasileiro.
Caso o presidente sofresse uma derrota no Parlamento, o STF teria o aval do Congresso para dar continuidade às investigações que o acusam de obstrução da justiça e organização criminosa.
Entre os mais de 480 parlamentares que votaram em Brasília, três possuem base política no Alto Tietê.
A reportagem os procurou para questionar como escolheram votar na pauta de ontem.
Para o deputado federal Roberto de Lucena (PV), Temer deve ser investigado, mas, a partir do ano que vem, quando não terá mais foro privilegiado. Por ora, o parlamentar entende que o presidente deve permanecer no cargo. "Assim como na primeira parte da denúncia, votei para que ele seja investigado em janeiro de 2019, ou seja, daqui a pouco mais de um ano, 'sem foro privilegiado'. A denúncia é grave e precisa ser apurada, mas somente justificaria que afastássemos o presidente Temer se ela viesse instruída com provas irrefutáveis, por causa do preço que teríamos que pagar como país".
Para Lucena, o Brasil não suportaria mais uma troca de governo. "Afastado o presidente Temer, assumiria um governo interino por seis meses, que deveria convocar eleições indiretas em seis meses, ou seja, em abril. Em outubro, teremos eleições diretas e gerais. Isto quer dizer, três presidentes em menos de um ano. Cinco em um único mandato!".
Por sua vez, o deputado Marcio Alvino (PR) acredita que tirar o peemedebista do cargo traria instabilidade ao país. "Apesar de ter muito o que avançar, o nosso país está voltando a crescer e os indicadores econômicos constatam isso. Um novo impeachment causaria instabilidade e diminuiria o número de empregos, prejudicando a população".
No entanto, o republicano também admite que Temer deva ser julgado quando deixar o cargo. "Defendo toda investigação feita seguindo os passos da lei e Temer será julgado assim que deixar a Presidência".
A deputada federal Keiko Ota (PSB) foi a única que votou a favor do acolhimento da segunda denúncia, porém, ela ainda não se manifestou sobre o assunto.
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