Desde a criação da TV Câmara, em dezembro de 2015, muito se discutiu sobre sua relevância se comparada aos custos para a transmissão. Atualmente, o Legislativo desembolsa
R$ 687.500,00 com o contrato do serviço, mas o valor pode variar de acordo com a programação extra solicitada. Mesmo os parlamentares afirmando que o alcance do canal é grande, não existe uma medição de audiência oficial.
Para o presidente da Câmara Carlos Evaristo da Silva (PSD) a TV Câmara exerce um papel importante. "A audiência é grande, não temos como contratar um órgão para fazer a medição, mas o maior parâmetro é a ressonância que temos nos bairros. A população simples assiste a TV, ouve as coisas da política da cidade. O canal chega a todos os cantos da cidade. É uma comunicação direta com a população", avaliou.
De acordo com Silva, o custo de cerca de
R$ 69 mil por mês investido pela Câmara, em um momento em que se tem cortado gastos, não é alto se comparado ao serviço oferecido. "Não diria que é um custo alto, pois a população aprova. A TV é viável, o valor não é tão grande perto do serviço que ela presta. Tem que se avaliar o retorno que as pessoas têm. Gastaríamos muito mais para contratar um canal. Seria impossível pagar transmissão 24 horas. Com a TV Câmara, os mogianos têm a oportunidade de participar das decisões da cidade. A população vem protestar, seja em redes sociais ou pessoalmente, basta não estar satisfeita com aquilo que está sendo apresentado, votado ou discutido", destacou.