Nem mesmo a pressão política feita pelo deputado estadual Estevam Galvão (DEM), nome forte do grupo político de apoio ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), foi suficiente para garantir que o Hospital Estadual, construído ao lado do Hospital Auxiliar das Clínicas, e o Centro de Diagnóstico, ambos em Suzano, iniciem o atendimento da população do Alto Tietê, ainda que de forma parcial, nos próximos meses. O último prazo informado pelo governo do Estado é que as atividades serão iniciadas para a região somente em 2019.
O parlamentar se reuniu ontem com a equipe técnica do Hospital das Clínicas, o prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi (PR), e o secretário municipal de Saúde, Luis Cláudio Guillaumon, mas não tratou sobre o prazo para que a unidade receba pacientes da região. No momento o prédio novo abriga apenas pacientes internados no prédio antigo do HC, que passará por uma grande reforma.
O encontro serviu apenas para a administração municipal apresentar a demanda por exames na cidade e necessidades que deverão ser atendidas pelo novo hospital na área de média e alta complexidade. "Foi uma reunião técnica para iniciar a elaboração do plano de trabalho do novo hospital, inclusive ficou marcada uma nova reunião, dessa vez em Suzano, para dar continuidade", disse Galvão.
Apesar de não tratar na reunião sobre o prazo para que a unidade hospitalar atenda a população do Alto Tietê, principal questionamento da população neste momento, e não ter qualquer confirmação de que o hospital poderá receber pacientes da região antes de 2019, Estevam classificou o encontro como positivo. "Quando se tem um grupo de trabalho com um propósito, eu acredito que seja uma coisa positiva. Assim que for elaborado esse plano de trabalho para Suzano, tenho certeza que conseguiremos antecipar as atividades do hospital e do Centro de Diagnóstico para a nossa região", concluiu.
Histórico
O prédio anexo do HC começou a ser construído em 2013 e deveria ter sido entregue em 2014, ou seja, há três anos atrás. Desde então, o governo do Estado tem informado novos prazos nunca cumpridos, bem como várias desculpas para justificar os atrasos constantes. A discussão se a unidade será ou não portas abertas, ou seja, se funcionará como Pronto-Socorro, também seguiu ao longo dos últimos quatro anos, mas até o momento a posição do Estado é que será um hospital de retaguarda, assim como hoje já funciona o HC na cidade, ou seja, para internações de longa duração.
O novo atraso para a entrega do Hospital Estadual, previsto agora para daqui dois anos, foi informado na semana passada pelo secretário-adjunto de Estado da Saúde, Eduardo Ribeiro Adriano, durante entrevista concedida à jornalista Marilei Schiavi, no programa Radar Noticioso, da Rádio Metropolitana AM.