Pedestres que circulam pela área central de Mogi das Cruzes têm encontrado dificuldades para transitar em trechos das ruas Rui Barbosa, Coronel Santos Cardoso e Santana. Isso porque obras de um empreendimento interditou boa parte da calçada destas três vias, causando transtornos.
O ponto mais prejudicado é o da rua Rui Barbosa, uma vez que a largura da calçada, que já era bastante estreita, foi reduzida pela metade. No local, foi implantada uma espécie de "alicerce". Uma fileira de blocos contorna todo o imóvel, servindo para a sustentação de vigas de madeira, que se encontram apoiadas às paredes. Com isso, muitos transeuntes precisam andar em meio à pista para poder trafegar pelo trecho. Já os que tentam utilizar o mínimo espaço da calçada precisam enfrentar também os desníveis existentes no piso.
Tal situação foi vista com indignação pelo consultor Jurandir Patrocínio, de 54 anos, que passa pelo local diariamente. "Faz uma semana que está desse jeito. É uma tremenda falta de respeito com a população. A situação está muito difícil. Algo precisa ser feito", reclamou.
Opinião semelhante tem a recepcionista Ivone de Jesus Oliveira, 60. "Eu sei que existe uma lei que obriga a padronização das calçadas. Eles (os proprietários do imóvel) não podem avançar o espaço e deixar a situação como está. A Prefeitura precisa fiscalizar e multar se estiver errado", comentou.
Já a auxiliar de limpeza Silvana Aparecida Silva, 50, chamou a atenção para os transtornos enfrentados por idosos e pessoas com alguma dificuldade de locomoção. "Pra gente já ficou ruim, imagine para cadeirantes? A calçada já era estreita. Agora praticamente nem existe mais. É perigoso também para as pessoas com mais idade passar aqui. Alguma providência precisa ser tomada", concluiu.
A Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo informou que o imóvel particular em questão encontra-se em reforma, autorizada por alvará de licença para construção, reforma, conservação e demolição expedido em 28 de dezembro de 2016. "Os trabalhos vem sendo acompanhados pela equipe de fiscalização", disse.
Já sobre o "avanço à calçada" esclareceu que com a chegada dos trabalhos à fase em que será feita a demolição de paredes externa do imóvel, é obrigatória a implantação de tapume para a proteção dos pedestres que circulam pelas calçadas, evitando-se assim que possam ser atingidos por algum objeto ou resíduo do trabalho.
Por fim, ressaltou que fiscais da Prefeitura fizeram uma verificação no local e foi constatado que a colocação do tapume encontra-se dentro do que determina a legislação. "Além disso, existe o compromisso dos responsáveis pelas obras de, terminado o trabalho de demolição, transferir o tapume para o alinhamento da construção, liberando totalmente a calçada para a circulação dos pedestres".