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A Comissão Permanente de Proteção e Bem-Estar Animal da Câmara de Suzano, presidida pelo vereador Lisandro Frederico (PSD), realizou na noite de anteontem, a audiência pública para discutir o projeto que proíbe o armazenamento, comercialização, manuseio e a utilização de fogos de artifício que causem poluição sonora na cidade.
O encontro colocou frente à frente pessoas contrárias e favoráveis à iniciativa. Pelo lado a favor foi apontada a necessidade de respeitar e proteger o direito dos autistas, dos idosos, dos animais e reduzir os impactos ao meio ambiente. Já os representantes das empresas do segmento pirotécnico argumentaram sobre a necessidade de regulamentar a utilização e a venda dos fogos. A Câmara ficou lotada.
Lisandro avaliou que o resultado da audiência foi positivo. "O objetivo era que contrários e favoráveis tivessem a oportunidade de se manifestar. De forma extremamente democrática, alcançamos essa meta. Vamos, agora, avaliar a repercussão e verificar se existe ou não a possibilidade de fazer alguma alteração no texto do projeto", afirmou.
O juiz Sandro Cavalcanti Rollo, de Arujá, se posicionou a favor da proibição. Segundo ele, o Poder Público, conforme determina a Constituição, deve proteger os animais e o meio ambiente. "Esta é uma lei justa, que busca respeitar os interesses de quem não têm voz, que não podem votar, se expressar ou falar. Quando defendemos projetos assim, passamos a ser mais humanos", afirmou. "Temos que respeitar os animais ou estaremos cometendo um especismo, que é o preconceito contra outra espécie. A vida de um membro da espécie humana, pelo simples fato do indivíduo pertencer à espécie humana, não tem mais peso e mais importância do que a vida de qualquer outro ser", comparou o juiz.