O prefeito de Suzano Rodrigo Ashiuchi (PR) já está conformado em ficar sem os serviços, ainda que sejam poucos, do novo hospital anexo ao Hospital Auxiliar das Clínicas por tempo indeterminado. Ele informou, inclusive, que a reforma da estrutura antiga do HC deve ser maior que o esperado.
Durante entrevista após reunião entre os prefeitos do Consórcio de Desenvolvimento de Municípios do Alto Tietê (Condemat), Ashiuchi afirmou que a verdade precisava ser dita. "Desde o início foi falada muita coisa sem a certeza do que realmente estaria à disposição de Suzano e da região. A verdade é que não será um hospital de porta aberta, não terá pronto-socorro. É preciso deixar claro esses erros, sem falsas promessas, para que região não seja 100% prejudicada futuramente", criticou.
O prefeito rebateu algumas informações até então garantidas pelo deputado estadual Estevam Galvão (DEM), principal articulador para a vinda do novo serviço. "Hoje não se tem nada. Futuramente existirá alguns dos 120 leitos que poderão ser compartilhados pelos CROSS (pela Central de Regulação e Ofertas de Serviços de Saúde) para a Sana Casa de Suzano, por exemplo, ou outro hospital da região", explicou.
Sobre o Centro de Diagnóstico, também prometido pelo governo do Estado, o prefeito destacou que nem 30% dos serviços previstos estão instalados no novo prédio. "Infelizmente realidade é essa. A atual administração de Suzano não vai compactuar com as inverdades que foram ditas", acrescentou.
Prazos
Ashiuchi comentou sobre a obra do prédio antigo, que segundo ele não tem fundação. "Não sei se por causa disso vai sair mais cara a reforma ou se vai demorar mais. Não tem um prazo específico para todo esse imbróglio ser resolvido". Ele destacou ainda que nem mesmo as questões orçamentárias do novo hospital foram definidas para a sua real abertura: "O plano de trabalho para Suzano também não foi iniciado".
De acordo com a Assessoria de Imprensa do Hospital das Clínicas, o prédio antigo necessita de reforço na fundação, porém, esta etapa já estava prevista nas obras e não deve gerar atraso.