A proposta para a venda de 12 terrenos da Vila Rei divide a Câmara de Mogi. O projeto para comercializar os lotes foi apresentado na semana passada. Ao todo, o valor inicial somado dos imóveis é de cerca de R$ 960 mil. A justificativa da Prefeitura é que a alienação traria recursos para o município.
Para o vereador Mauro Araújo (PMDB), que preside a Comissão de Justiça e Redação, a venda dos terrenos pode ser uma saída para a Prefeitura. "É uma opção para levantar recursos. Existem áreas que a Prefeitura não tem interesse, que o custo da manutenção é alto. Se esse for o caso, não vejo problemas", ressaltou.
O peemedebista informou que será avaliado se a região possui os atendimentos públicos essenciais. "Sei que existe posto de saúde, escolas e creches que atendem o bairro. Se o local é atendido, não vejo impedimento para vender os terrenos. Não acho que construir seria uma boa saída, pois o custeio do serviço é muito alto. A Prefeitura não tem dinheiro para mantê-los", destacou.
O vereador Rodrigo Valverde (PT) defendeu que as áreas poderiam ter outra utilização. "Acho que a Prefeitura poderia construir no espaço, pois hoje paga alugueis desnecessários. A área não fica perto do centro e poderia ver quais as demandas que existem, como um posto de saúde, quadra de esportes ou até uma caixa de água do Semae (Serviço Municipal de Águas e Esgotos), pois a região sofre com a questão de abastecimento", disse.
Valverde avaliou que os recursos que a Prefeitura pretende arrecadar com a alienação não são significativos. "O valor pedido pelos terrenos é de menos de
R$ 1 milhão. Isso não representa nada para auxiliar as finanças do município", afirmou.
Com a proposta da Prefeitura, cada terreno seria comercializado por R$ 79.942,27. Os lotes têm 157 metros quadrados. No ano passado, a administração municipal já havia encaminhado uma proposta para a Câmara para a venda de 18 terrenos. Na ocasião, além dos terrenos da Vila Rei, foram incluídos seis localizados na Vila Brasileira. Os valores dos imóveis variavam entre R$ 25,6 mil e
R$ 225,1 mil. A área era de 500 a 1 mil metros quadrados. No entanto, logo depois a Prefeitura retirou o projeto.
Questionada sobre a possibilidade de construir prédios municipais nos terrenos como forma de aproveitá-los e o motivo para a desistência da venda no ano passado, a Prefeitura informou por meio de nota que "A secretaria que está cuidando disso é a de Gestão Pública. O secretário Marcos Regueiro aguardará a análise da Câmara para se manifestar". A administração municipal também não informou se outros imóveis podem ser alienados ao longo do ano.