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Em entrevista coletiva ontem à noite na Câmara de Mogi das Cruzes, onde foi homenageado em sessão solene, o secretário de Estado da Saúde, David Uip, falou aos jornalistas que o governo estadual tem três prioridades para as quais está buscando recursos, inclusive junto ao governo federal: as questões ligadas à oncologia, hemodiálise e as Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Ele não descartou viabilizar outras obras para a cidade e região, porém disse que, devido à crise, verificará o que é preciso fazer primeiro.
"Tudo o que pudermos trazer relacionado ao câncer, diálise e UTI, bem como aumento do dinheiro para compra de marcapasso, desfibrilador, órtese e prótese, sabemos que isto hoje é o que 'entala' a Saúde. Mas nós precisamos resolver", afirmou.
Questionado sobre as dificuldades financeiras enfrentadas hoje pelos Institutos de Nefrologia de Mogi e Suzano, o secretário foi enfático: "Esse é um problema que não é daqui; é do Brasil. Há três semanas, o governador (Geraldo Alckmin - PSDB) e eu fomos falar com o ministro da Saúde (Ricardo Barros) e o oficiamos dos três pleitos mais importantes, sobre a diálise, oncologia e UTI. Pedimos que fosse feito o credenciamento e financiamento das unidades de diálise, por exemplo", adiantou. "Porque o indivíduo que tem insuficiência renal a ponto de precisar de uma reposição, obviamente, não tem tempo, ele precisa muito. Então, estamos trabalhando bastante e o ministro é um homem sensível e muito competente e espero que ele nos atenda".
Dentro deste contexto, ele disse que a construção do Centro de Hemodiálise de Ferraz de Vasconcelos não está fora de cogitação, mas que está "brigando pelo recurso".
Outra questão abordada pelo secretário Uip foi sobre a ampliação da maternidade da Santa Casa de Mogi, que já está sendo estudada pelo Estado. "O dinheiro está curto, o governador é muito sensível com a Saúde, mas assim mesmo eu não tenho dinheiro a nível de ter liberdade de ampliação, de liberação, sem que esteja previsto no orçamento. Então, o que é pleiteado, obviamente é estudado e colocado na ordem de prioridades e, sempre que possível, atendido", afirmou.
Já sobre o Hospital Auxiliar de Suzano, anexo ao Hospital das Clínicas, o secretário comentou que os pacientes do hospital antigo já foram transferidos para o novo nesse mês de agosto e que a unidade já está funcionando normalmente.
Hospital de Poá
Em relação ao Hospital Municipal Dr. Guido Guida, em Poá, Uip salientou que não tem como o Estado arcar com os custos, mas que não deseja o fechamento da unidade. "Conversei com o prefeito de Poá, três deputados estaduais e os vereadores e fiquei muito assustado quando soube que um hospital pequeno, com 26 leitos, custa R$ 4,5 milhões por mês. É um número estratosférico e 70% disso é de recursos humanos", estimou.
Para o secretário, a atual administração está demonstrando boa vontade em equacionar o problema e o Estado se dispôs a ajudá-la a "arrumar a casa". "Estamos em setembro, não tenho como descobrir novos recursos. Temos um orçamento fechado. Mas posso ajudar de muitas formas. A palavra fechar não me agrada e nem quero", finalizou.
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