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Apesar dos esforços da administração municipal para tentar reduzir o número de pessoas em situação de rua em Mogi das Cruzes, o trabalho é descrito pelo Secretário Municipal de Segurança, Paulo Roberto Madureira Sales, como "enxugar gelo". Isso porque, segundo ele, há uma grande resistência por parte deste público em deixar as ruas. Entre os fatores apontados como responsáveis por essa relutância está o voluntariado descoordenado.
A problemática abordada pelo Grupo Mogi News ao longo desta semana, relacionada à concentração de moradores em situação de rua em locais como o largo Bom Jesus e a avenida Francisco Rodrigues Filho, já é de conhecimento do município. Segundo Sales, diariamente sua Secretaria e outras, como a de Assistência Social, atuam com a finalidade de resgatar estas pessoas e reinseri-las na sociedade. Os resultados, no entanto, nem sempre são os desejados. "O município realiza diversas ações com o intuito de dar condições para que deixem as ruas, mas muitos não aceitam", comentou.
No que se refere ao trabalho da Secretaria de Segurança e da Guarda Municipal, além do apoio às equipes de abordagem, a atuação também se dá na manutenção da ordem pública, bem como da sensação de segurança da população. "Um homem de 40 anos, com antecedentes criminais, foi localizado recentemente com uma faca. Quando isso ocorre, nós fazemos os encaminhamentos necessários, mas infelizmente acabam retornando às ruas", disse.
De acordo com o secretário, muitas vezes, alguns destes sem-tetos se aproveitam da boa ação dos cidadãos para praticar ações negativas. "Por conta da solidariedade, muitas pessoas doam roupas, cobertores, marmitas. Já vimos casos em que um único morador em situação de rua estava com vários cobertores doados, e nos disse que iria trocar por drogas", ressaltou.
Tal situação, segundo ele, reforça a necessidade da realização de ações coordenadas. "Toda ajuda é bem-vida, mas em situações como esta a pessoa acha que vai ajudar, mas acaba atrapalhando, porque as doações incentivam as pessoas a continuarem na rua. Então, nós pedimos que estes voluntários procurem os abrigos ou a própria Prefeitura para que possamos fazer uma ação integrada", concluiu.
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