Apesar das indefinições sobre como ficará o sistema eleitoral brasileiro para o pleito de 2018, em função da reforma política, que segue em tramitação, o Partido Social Democrático (PSD) já se prepara para a corrida eleitoral.
O coordenador do PSD no Alto Tietê e Vale do Paraíba, Marco Bertaiolli, destacou que independentemente de quais sejam as regras, o partido tem buscado estratégias para que consiga eleger o maior número de representantes.
"Estamos muito focados em entender as mudanças que estão por vir e poder preparar a todos os coligionários para que possamos ter a melhor orientação possível e participar do pleito eleitoral de 2018 com condições de boas vitórias, aumentando a presença do PSD principalmente no Congresso Nacional", disse.
O político se posicionou contrário ao "distritão". O relatório que estabelece o sistema eleitoral para 2018 foi votado ontem pela comissão especial da Câmara dos Deputados, criada para analisar a reforma política.
Atualmente, deputados federais e estaduais, assim como os vereadores, são eleitos pelo sistema proporcional. Nele, soma-se os votos válidos dos candidatos, partidos ou coligação e calcula-se o quociente eleitoral, determinando o número de cadeiras que o partido terá direito. Desta forma, são eleitos os candidatos mais votados dentro de cada legenda ou coligação.
Com o distritão, as eleições passariam a ser majoritárias. Isso porque cada Estado ou município passaria a ser um distrito eleitoral e seriam eleitos os candidatos mais votados dentro de cada distrito. "Esse sistema não permite uma renovação, porque nenhum partido vai apostar, financeiramente falando, num candidato que está começando agora e não tem expressão". (S.L.)