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As propagandas com equipamentos de som em frente aos comércios de Poá poderão ser regulamentadas e terão limites nos volumes que chamam a atenção e até assustam os munícipes que estão de passagem pela região central. Trata-se de um projeto de lei de autoria do vereador Saulo Teixeira Alberto da Costa (PSL), o Saulo Dentista. A proposta será encaminhada para primeira votação na próxima sessão da Câmara, na próxima terça-feira.
O parlamentar afirma que tem recebido queixas da população sobre a altura dos sons, em que locutores gritam promoções dos estabelecimentos comerciais e até fazem provocações aos pedestres. "Essa é uma questão de saúde. O que ocorre ali é uma poluição sonora. A intenção não é proibir, mas regulamentar. Vamos colocar limites permitindo até 60 decibéis entre 7 e 22 horas e 55 decibéis das 22 às 7 horas", explicou, lembrando também que outra regra prevista na proposta é que os equipamentos de som fiquem virados para o interior dos estabelecimentos.
Saulo lembrou que os munícipes têm relatado muitos transtornos por causa da disputa de sons entre os estabelecimentos comerciais que querem chamar cada vez mais a atenção dos clientes, o que acaba causando desconforto. "Já presenciei senhoras que não ouvem as buzinas dos carros, por causa do som alto nas lojas. E, além dos locutores, têm aquelas que colocam músicas que nem sempre é do agrado de todos", observou.
O parlamentar destacou que a propositura não visa prejudicar o comércio, mas, sim, o bem estar das pessoas que estão de passagem pela região central. Quem descumprir as normas poderá pagar multa.
O projeto de lei já foi apresentado na Câmara e passará pela primeira votação na próxima terça-feira, durante sessão ordinária. Se aprovada, segue para a segunda votação, prevista para a sessão do dia 15 de agosto. Depois disso, a propositura será encaminhada para a apreciação e sanção do prefeito de Poá, Gian Lopes (PR).
A Associação Comercial e Industrial de Poá (Acip) recebeu a notícia com otimismo, já que o assunto também já havia sido levado para a instituição. "Vejo com bons olhos, pois temos reclamações na Acip de comerciantes, porque o seu vizinho está com o som muito alto e isto tira muitas vezes o interesse do cliente permanecer no estacionamento pelo barulho exagerado", avaliou Francisco Quintino, presidente da entidade. (F.F.)
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