As obras da Praça da Juventude, localizada na avenida Vital Brasil, no Jardim Áurea, serão retomadas pela atual administração municipal. O prazo para o reinício dos trabalhos, entretanto, não foi estimado. De acordo com informações da assessoria de Imprensa do Executivo, foi realizada uma reunião com a participação de diversos técnicos de diferentes pastas da Prefeitura e também com os procuradores do município, em que o contrato do projeto da praça foi encerrado, para que fosse possível a abertura de uma nova contratação para a retomada das obras.
Foram atualizadas as planilhas e o projeto junto à Caixa Econômica Federal (CEF), solicitada a continuação das obras e já está em fase de contratação da empresa que retomará os trabalhos para a conclusão da Praça da Juventude. "Como os trâmites estão adiantados, dentro de um prazo curto, o reinício das atividades no equipamento esportivo e cultural deverá acontecer", disse a Prefeitura.
Na resposta, a atual administração ressaltou ainda que "é preciso deixar claro que foram perdidos prazos na gestão passada e, desde que assumiu, a nova administração está trabalhando para recuperar projetos e recursos". E completou: "As obras da Praça da Juventude foram paralisadas em 2015 e, ao assumir, a nova administração constatou que o contrato com a empresa que realizava as obras do equipamento esportivo e cultural estava vencido, ou seja, com mais de cinco anos".
Desde então, o terreno onde será construída a praça ficou abandonado e à mercê de vândalos e usuários de drogas. Alguns, conforme a população residente nos arredores, invadem a área e atiram pedras nos trens que passam na linha férrea nas proximidades. A equipe do Dat foi ao local e constatou que, além do mato, há bastante entulho no local. Questionada sobre os atos de vandalismo e uso de entorpecentes no terreno, a Secretaria de Segurança Urbana de Poá afirmou que tem feito rondas para impedir a ação dos vândalos.
Polêmica
Foi justamente a falta de conclusão das obras da Praça da Juventude que resultou em uma das ações que culminaram na cassação do mandato do ex-prefeito da cidade Francisco Pereira de Sousa (SD), o Testinha, há três anos, tornando-o inelegível. Isso porque os trabalhos para erguer a praça tiveram início na gestão dele e a empresa contratada por concorrência pública - que recebera mais de R$ 500 mil -,
não concluiu a construção e o espaço ficou abandonado.
A situação foi parar na Câmara, que acusou Testinha de improbidade administrativa em 2014, e o ex-prefeito foi cassado. No entanto, após recorrer, ele foi absolvido pela Justiça, que entendeu que o Legislativo não estava revestido dos requisitos necessários para dar início ao processo de cassação. A medida foi declarada nula.