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Os alunos da rede municipal de ensino de Poá estão sem material didático desde o início deste segundo semestre. A Prefeitura tenta renegociar no meio do ano letivo o contrato com a empresa Anglo, que oferece apostilas, mas a ação está prejudicando o aprendizado dos estudantes. A meta do Poder Público é reduzir custos, optando por cortar investimentos em Educação para enfrentar a crise do Imposto Sobre Serviços (ISS).
Segundo a administração municipal, atualmente o gasto com o material didático é de R$ 4,9 milhões por doze meses. O valor se refere a compra de kits de material escolar (15,4 mil), pedagógico (66) e do professor (700). A meta da Prefeitura é reduzir esse custo de 15 a 30%.
"O contrato está sendo renegociado, diante da crise financeira instalada na cidade, após a mudança na lei do ISS, que foi aprovada no final de maio no Congresso e vai tirar dos cofres do município aproximadamente R$ 140 milhões por ano", explicou o Executivo, por meio de nota.
A justificativa dada pela Prefeitura não é aceita pelos pais dos alunos, que cobram uma solução rápida para o problema. "Na escola fomos informados de que não tem previsão de quando o material didático vai chegar. Isso atrapalha muito o processo de aprendizado dos alunos. Porque essa negociação não é feita no final do ano, para não prejudicar os alunos?", criticou a dona de casa Erica Brito dos Santos, que possui dois filhos matriculados na rede municipal de ensino.
Segundo ela, seu filho, que está no 5º ano do ensino fundamental, está recebendo cópias da apostila utilizada no ano passado. "A professora dele é muito boa e não quer que os alunos sejam prejudicados. Ela pediu para uma colega o livro do ano anterior e está fazendo cópias e entregando para as crianças", detalhou.
Sobre o prazo para que os alunos recebam o material didático, a Prefeitura de Poá se limitou a dizer que "a questão deve ter uma solução nos próximos dias".