O cancelamento da 45ª edição da Exposição de Orquídeas e Plantas Ornamentais de Poá (Expoá) gerou polêmica entre a população que aguarda todos os anos pelo evento, que faz parte do calendário da cidade. Algumas pessoas aprovaram a iniciativa da Prefeitura que alegou a necessidade de economia, diante da crise financeira. Outros criticaram, pois acreditam que a festa traz lucro para os cofres públicos.
A Prefeitura informou apenas que um evento menor está sendo estudado para atender aos artesãos e orquidófilos que se prepararam durante todo o ano para a Expoá. A festa das Orquídeas foi cancelada devido à queda de repasses provenientes do Imposto Sobre Serviços (ISS), que deve trazer os primeiros reflexos em setembro.
A estudante Iasmin Albano, 22, está acostumada a frequentar a festa com a família e contou que foi pega de surpresa com a notícia. Ela criticou bastante a medida adotada pelo Poder Público. "A Expoá é um evento que já faz parte da cultura da cidade. E a cultura em Poá já está precária", avaliou. "Sou totalmente contra o cancelamento da festa com essa justificativa que a Prefeitura deu, até porque a Expoá traz lucro para a cidade", concluiu.
Para a operadora de call center, Paloma Tonon, 24, essa medida trará uma perda cultural para Poá. "É uma festa importante para a questão de conhecimento também, porque as pessoas já estão acostumadas a ver as exposições e conhecer novas espécies de plantas", explicou ela.
O controlador de acesso Mário Castro, 33, lamentou o cancelamento da Expoá 2017. "Acho que é uma grande perda, porque estão eliminando uma festa que traz lucro para a cidade", avaliou a poaense.
Mas as opiniões ficaram divididas e para a aposentada Eliane Almeida, 66, essa é uma atitude válida para que os recursos públicos sejam direcionados para outros setores. "A festão não é mais importante quanto o hospital municipal, a Educação e a Segurança", avaliou.
O aposentado José Carlos da Silva, 54, também compartilha da mesma opinião. "Fiquei 22 anos nessa cidade acompanhando a festa. Mas também acho que é melhor investir em Saúde e Segurança, do que gastar com o evento", concluiu.