Diante da falta de segurança relatada por moradores do Parque Maria Helena e da Vila Maluf, a Polícia Militar esclareceu que o policiamento é realizado estrategicamente com base nas estatísticas criminais e ressaltou a importância de as vítimas registrarem o Boletim de Ocorrência (BO), já que não foram identificados índices criminais que motivassem mudança nas ações nos bairros em questão.
Ontem, o Dat relatou o drama que os moradores daquela região vivem por causa da falta de segurança e da precária iluminação pública. Uma das moradoras, inclusive, tomou a iniciativa de fazer um levantamento por conta própria dos crimes ocorridos no entorno. Ela visitou mais de 50 imóveis residenciais e comerciais, dos quais a maioria afirmou já ter sofrido com crimes de assalto ou furto.
Os dados foram documentados em um ofício e apresentado à Polícia Militar. O objetivo era que as rondas fossem realizadas com frequência no local para coibir a criminalidade.
O 32º Batalhão da Polícia Militar Metropolitano (BPM/M) informou que, nos últimos seis meses, não foi registrada grande concentração de crimes no Parque Maria Helena e na Vila Maluf. "Logo, acreditamos que ocorre a subnotificação de ocorrência, situação em que pode ter havido o crime, porém, não é levado ao conhecimento da autoridade de Polícia Judiciária de plantão, o delegado de polícia da região correspondente. Ressaltamos a importância e a cooperação da comunidade para registro das ocorrências na Delegacia Eletrônica, através do site www.ssp.sp.gov.br/nbo/, acionamento do serviço de emergência 190 ou o 'Disque Denúncia', por meio do telefone 181", enfatizou, em nota, o coordenador operacional interino, capitão Fábio Doll de Moraes.
O 32º BPM lembrou que os policiamentos ostensivo e preventivo são realizados por meio de um planejamento estratégico, da análise dos índices criminais e do emprego do efetivo operacional. (F.F.)