O ser humano não está perdendo a fé, ele tem fé até demais, pois crê com facilidade em qualquer coisa em que possa levar vantagem ou que possa lhe dar prazer: na propaganda da mídia, na fofoca da vizinhança, nas promessas dos políticos, no chá emagrecedor, na loteria esportiva, nas igrejas que oferecem o céu na terra, na ciência, aliada a tecnologia, que promete resolver qualquer problema que nos afeta, em lugar da morte, a imortalidade.
Todas essas crenças e crendices formam a grande muralha de incredulidade que tem separado a criatura do Criador.
As pessoas aprendem a harmonizar o corpo com a mente em meditação por técnicas de respiração, posturas da yoga, mantras e mente vazia.
A grande tragédia espiritual dos nossos dias é que a maioria dos que se dizem cristãos perderam a prática pessoal e familiar de meditar na Bíblia, a Palavra de Deus, e de conversar com Ele em oração.
Paulo em sua carta aos Filipenses 4:8, em vez de uma mente vazia, recomenda: "Meus irmãos, encham a mente de vocês com tudo o que é bom e merece elogios, isto é, tudo que é verdadeiro, digno, correto, puro, agradável e decente".
O risco da contemplação sem uma direção transcendental é desviar-se da verdadeira adoração a Deus para adorar a criação ou a criatura, diluindo a sua fé num desvairado panteísmo. Esse distanciamento do homem de Deus enfraquece a fé, esfria o amor e faz morrer a esperança. Sem fé é impossível agradar a Deus.
O garotinho perguntou ao pai: "Qual é o tamanho de Deus?" Ele olhou para o céu e avistou um avião: "Filho, que tamanho tem aquele avião?" Ele respondeu: "Ele é bem pequeno, cabe na palma da minha mão".
Um dia o pai o levou o menino ao aeroporto: "E agora, qual o tamanho do avião?" "Nossa pai, ele é enorme!" Então, o pai concluiu: "Assim é Deus, meu filho. O tamanho vai depender da distância que você estiver d'Ele. Quanto mais perto maior Ele será em sua vida!"