O Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) informou que os trabalhos de desassoreamento do rio Tietê, que hoje estão concentrados em Itaquaquecetuba, devem ser concluídos em setembro. Até o momento, foram retirados, no total, 114 mil metros cúbicos de sedimentos.
Em nota, o órgão respondeu que está "trabalhando numa frente em Itaquaquecetuba, escavando material e depositando no bota-espera 04, no trabalho de desassoreamento do rio Tietê no trecho córrego Três Pontes (divisa de São Paulo-Itaquá) ao córrego Ipiranga, em Mogi das Cruzes". 
O DAEE também informou que, atualmente, está com o maquinário e as equipes trabalhando na altura do córrego Caputera (conhecido também como córrego do Una, em Itaquá), onde está instalada uma área de bota-espera para secagem do material dragado, que depois será removido para áreas de deposição final autorizadas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
O trabalho é realizado em etapas e as máquinas estão trabalhando com equipamento embarcado no trecho, que conta com cinco quilômetros. Após essa etapa, as máquinas seguirão para operar no trecho do bota-espera 13, na divisa de Mogi e Suzano, numa extensão de aproximadamente 3 mil metros, que inclui a foz do córrego Taiaçupeba e do rio Jundiaí.
O DAEE iniciou o trabalho no trecho do córrego Três Pontes (divisa de São Paulo com Itaquá) ao córrego Ipiranga, em Mogi, em agosto de 2016, no trecho Estaleiro-córrego Ipiranga numa extensão total de 44,2 quilômetros.
O governo do Estado está investindo R$ 37,7 milhões no trabalho, que prevê a remoção de 343 mil metros cúbicos de sedimentos (como areia, argila, materiais não inertes e lixo) depositados no leito do rio Tietê, o que deverá contribuir para evitar inundações nos municípios beneficiados: Itaquá, Poá, Suzano e Mogi.