Mesmo com as reclamações da população relatadas em matéria publicada pelo Dat no início do mês, a Prefeitura de Suzano não cumpriu o prazo prometido para fazer a limpeza da estrada do Furuyama, na região do Rio Abaixo. A via segue completamente abandonada e ignorada pela administração municipal.
No último dia 4, uma equipe de reportagem do Dat esteve na estrada e encontrou um grande lixão no local. Entulho, lixo doméstico, resto de móveis, animais mortos, lixo hospitalar são alguns dos itens que é possível encontrar em praticamente toda a extensão da pista, que fica ao lado das margens do rio Tietê.
A situação de completo abandono, já relatada em outras oportunidades, inclusive no início deste ano, se arrasta há bastante tempo. Mais do que a limpeza da área, a população do entorno cobra fiscalização por parte da administração municipal.
Questionada pelo Dat na ocasião sobre quando a via receberia manutenção, a Secretaria de Manutenção e Serviços Urbanos informou seria em um prazo de 15 dias, mas o mesmo não foi respeitado. Na última terça-feira a equipe de reportagem esteve na estrada novamente e encontrou uma situação ainda mais crítica.
Em nota encaminhada ontem, o secretário de Manutenção e Serviços Urbanos de Suzano, Ari Serafim Barbosa, informou que as obras para limpeza da estrada do Furuyama "tiveram atrasos devido à demanda na região de Palmeiras para o recolhimento de entulho irregular em estradas vicinais no trecho rural, que também foram alvo de descarte irregular". 
Ainda de acordo com o chefe da pasta, a previsão é de que o processo de limpeza na via tenha início na próxima semana.
Favela
Além de acumular lixo, a estrada do Furuyama dá acesso a uma nova invasão que cresce a cada dia. Toda sua extensão, até a chegada da favela do Rio Abaixo, está tomada pela sujeira. Neste ponto da via é possível identificar também dezenas de novos barracos em meio à vegetação que ainda não foi arrancada.
As moradias precárias foram erguidas recentemente. Nelas é possível ver o nome, escrito com tinta, dos invasores que ocuparão aquele espaço. No local algumas árvores foram arrancadas e a vegetação desmatada para dar lugar à nova comunidade que se forma sem qualquer tipo de impedimento do Poder Público.