A denúncia sobre tráfico de influência supostamente praticado pelo secretário de Governo de Poá, Augusto de Jesus, quando houve a contratação da empresa America Net, do filho dele e de um sócio, para prestação de serviços na Prefeitura, foi rejeitada anteontem, em sessão na Câmara, por 9 votos contra e 8 favoráveis. O documento que foi à votação foi formulado por outro denunciante identificado - já que o primeiro era falso. Em paralelo, seguem a sindicância aberta pelo Executivo e o Inquérito Civil instaurado pelo Ministério Público (MP) da cidade, que já oficiou a administração municipal e aguarda resposta dentro de 30 dias.
Para o secretário, a Câmara agiu corretamente. "O MP já está apurando e como órgão sério fará o papel dele. Estou confiante e tranquilo, até porque não vejo irregularidade no fato da empresa ser do meu filho. Ademais, o denunciante é um dos 'braços direitos' do Testinha e, ao longo da minha trajetória, ganhei alguns desafetos. Para mim, é uma perseguição política", opinou.
O ex-prefeito de Poá, Francisco Pereira de Sousa (SD), o Testinha, manifestou-se via rede social, criticando os vereadores que votaram contra a denúncia. Porém, alguns dos que foram favoráveis, como Diogo Pernoca (PRTB), Edinho do Kemel (PPS), Neno Ferrari (PROS), Marinho do Jornal (PPS) e Fábio Suru (PPS) disseram ao Dat que votaram a favor em prol da transparência, da devida apuração do fato e exercício da função. 
Já alguns que votaram contra e falaram com o jornal foram o presidente da Casa, Welson Lopes (PR), a quem coube o voto de desempate, Saulo Dentista (PSL), Saulo Souza (SD) e Júnior da Locadora (PR). Eles disseram que seria desnecessário a Câmara criar uma comissão e enviar para o MP o que já está lá, que confiam no trabalho do órgão e que a denúncia pode ter cunho político, já que o secretário foi um principais adversários de Testinha.