O estado de abandono do antigo prédio do Serviço Social da Indústria (Sesi), localizado na avenida Nadir Dias de Figueiredo, no Jardim Míriam, em Suzano, tem gerado muitas queixas por parte da população, que se incomoda com o fato da cidade possuir um déficit de vagas em escolas e não aproveitar para utilizar o espaço, que é grande, para receber mais alunos. 
A equipe de reportagem do Grupo Mogi News esteve no local, em frente à fábrica da Nadir Figueiredo, ontem à tarde, e conversou com alguns moradores e trabalhadores das proximidades, que se ressentem também da falta de segurança no espaço e arredores, já que o imóvel tem sido usado, constantemente, por usuários de entorpecentes.
Um trabalhador das proximidades, que não se identificou, disse que é comum ver usuário de drogas utilizando a área. "Até fecharam com concreto uma porta que havia antes na frente, para tentar impedir que entrassem no lugar, mas não adiantou muito, porque eles invadem pela lateral, pulando o muro", afirmou.
O comerciante Jonas Lopes, de 52 anos, que também mora no bairro há 45 anos, conhece bem o terreno. Ele, inclusive, fez o ensino fundamental no antigo Sesi, de 1972 a 1979. Hoje, vendo a situação do prédio, só lamenta. "Infelizmente, está tudo depredado. Vidros quebrados, tudo pichado. Quando o Sesi devolveu a área, ela podia ter sido reaproveitada, acredito eu. Mas foram deixando abandonado, sem um guarda para tomar conta, e furtaram todo o resto que havia sobrado lá dentro. Uma pena".
Estudos
A Prefeitura de Suzano informou, ao ser consultada sobre o assunto, que realiza, no momento, estudos técnicos para a destinação do imóvel, assim como a elaboração das planilhas de custo para a reforma do espaço. "Vale lembrar que o imóvel em questão está sub judice (em trâmite no Supremo Tribunal Federal). A área estava abandonada desde a gestão anterior e houve questionamento judicial sobre o mesmo", reforçou. 
Enquanto isso, a Secretaria Municipal de Segurança Cidadã já acionou a Guarda Civil Municipal (GCM) e os órgãos de segurança do Estado para reforçar o policiamento no entorno do antigo Sesi, com o objetivo de inibir atos de vandalismos ou até mesmo invasões.
E fechou a nota: "A municipalidade, junto com a comunidade, vai estudar a utilização mais adequada para o mesmo, como serviço público, ou se pode ser, eventualmente, colocado à disposição para se obter recursos que serão revertidos em investimentos para a comunidade".