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Pais, alunos e professores celebraram ontem as três décadas da Escola Municipal de Educação Especial (Emesp) Professora Jovita Franco de Arouche, na Vila Lavínia. Durante o evento, as mães que ajudaram a fundar a unidade foram homenageadas. Atualmente, a escola atende 279 estudantes com serviço especializado com fonoaudiólogo e fisioterapeuta.
A professora aposentada Terezinha Raso Borges, de 73 anos, foi uma das mães que ajudou a fundar a escola. "Meu filho já morreu, mas estudou há muitos anos aqui. Essa é a segunda escola municipal especial criada no Brasil. Ao todo, dez mães trabalharam para fundar a escola. Lembro que fomos procurar o prefeito Antônio Carlos Machado Teixeira para pedir um terreno e ele construiu o prédio. Contamos com muitas doações e ajuda para deixar a escola como está", contou.
A dona de casa Juraci Pereira Gomes, 64, leva o sobrinho ao local desde que ela foi inaugurada. "Meu sobrinho estava com 18 anos e nunca tinha frequentado uma escola. Acredito que essa unidade deu a oportunidade de muitas crianças terem acesso à educação", destacou.
Os dois filhos da dona de casa Elisabete Campos, 55, estudaram na Emesp. Hoje, apenas a filha continua frequentando. "Ela não falta um dia. A estrutura é muito boa. Temos médico, psicólogo e fisioterapeuta. Minha filha progrediu muito na escola. Antes nem falava. Os professores são muito dedicados", avaliou.
A diretora da Emesp, Juliana Mattos, informou que a escola oferta todos os serviços necessários para o desenvolvimento dos alunos. "Esse atendimento é de suma importância. Fora a Emesp temos no município o Pró-Escolar, que é outro serviço da Prefeitura que oferta atendimento especializado. Nos temos professoras especializadas, fisioterapia, fonoaudióloga, psicologa, educação física, arte e dança", acrescentou.
A secretária-adjunta de Educação, Catia Moyano, lembrou que além do atendimento dos alunos, a Emesp oferece auxílio para a família. "A Emesp é uma escola de integração aos alunos portadores de necessidades. Temos alunos de todas as idades. A instituição os acolhe e traz atividades para o desenvolvimento. Essas pessoas travam batalhas todos os dias e cada vez que conseguem algo com ajuda dos profissionais que atuam na escola, é uma vitória", avaliou.
A coordenadora pedagógica da Emesp, Valdirene Souza, é a professora mais antiga da escola. "Hoje, nossas crianças têm muito mais oportunidade do que tinham há 30 anos em todos os sentidos", disse.
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