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"O momento é de somarmos esforços para o enfrentamento da crise. Devemos nos unir. Executivo, Legislativo e a população, independente de posicionamento político. Poá deve ser nossa prioridade", afirmou na noite de anteontem o prefeito Gian Lopes (PR), durante audiência pública realizada no plenário da Câmara.
A atividade aconteceu para discutir a crise financeira instalada na cidade, após a mudança na lei do Imposto Sobre Serviços (ISS) aprovada no final de maio no Congresso Nacional, que vai tirar dos cofres do município aproximadamente R$ 140 milhões por ano. Participaram do evento representantes do Executivo, do Legislativo, de entidades sociais e população.
"Reforçamos que estamos trabalhando muito e que todas as medidas jurídicas para reverter a decisão foram tomadas. Também estamos conversando com deputados, senadores e todos estão se comprometendo em ajudar o município. Tenho certeza que em breve teremos notícias positivas", comentou.
O chefe do Executivo ainda afirmou que, a partir deste evento na Câmara, a administração municipal vai realizar uma série de audiências públicas na cidade para discutir com a população os melhores caminhos a serem seguidos. "Impossível perder R$ 140 milhões no Orçamento por ano e não sentirmos algumas mudanças", disse.
O vice-prefeito Marcos Ribeiro da Costa (PDT), Marquinhos Indaiá, afirmou que a administração municipal conta com o apoio da população para enfrentar a crise financeira. "Precisamos trabalhar com gestão e com eficiência. Também queremos ser parceiros dos munícipes para, juntos, superarmos definitivamente tudo isso e melhorarmos a qualidade de vida da nossa população".
Na audiência pública, a Comissão Municipal de Reorganização Financeira e Administrativa, instituída pela portaria nº 39.489/2017, fez ampla exposição sobre as circunstâncias que envolvem a perda de arrecadação. Secretários de diferentes pastas fizeram uso da palavra e vereadores e o público presente também tiveram a oportunidade de realizar questionamentos e apresentar sugestões.
Com a votação no Congresso foi alterada a forma de recolhimento do ISS: hoje, ele é feito pela cidade onde a empresa tem sede, mas passará a ser cobrado no local de prestação do serviço. No município de Poá, o Itaú representa aproximadamente 40% de toda a receita corrente. A cidade é sede das operações de cartões e de leasing do banco e perderá esses recursos a partir de setembro.
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