O tema do aborto tem sido recorrentemente discutido nos vários âmbitos da sociedade brasileira. Mais recentemente, talvez em função da conjuntura de aparente transição que vivemos, a qual enseja a retomada da discussão de assuntos considerados polêmicos, o aborto volta a ser alvo de análise dos políticos e do povo.
Segundo o Código Penal Brasileiro, aborto é crime, exceto nos casos de risco de morte da mãe, causado pela gravidez, estupro ou anencefalia do feto, mas, por diversas vezes já se tentou aplicar, no Brasil, plebiscito para que a população se manifestasse, além de que há parcela da população e vários líderes políticos que não têm medido esforços para legalizar o aborto a partir da escolha da mãe. São os chamados pró escolha. Quando observamos a história do mundo, vemos que o que vem da mente humana não tem limites e pode incluir os maiores absurdos e bizarrices que se possa imaginar.
O aborto, em alguns lugares e épocas, tem sido usado até para o controle populacional de certas classes e, hoje, também, devemos ficar bem alertas quanto a determinados discursos em prol de sua legalização irrestrita, sob a égide do globalismo ocidental. Argumentos de que a criminalização não o evita, empurrando as mulheres para a insegurança e o risco das "clínicas clandestinas" ou de que até certo tempo de gravidez não existe um indivíduo ainda, de fato, ou que, simplesmente é preciso respeitar o direito da mãe, relegam a vida humana a um plano bem inferior ao que ela merece, demonstrando, por um lado, torção científica e por outro, a racionalização do mal feito.
É impressionante que tantas pessoas que pregam o tempo todo a defesa das minorias, dos desprotegidos e oprimidos - não que tal defesa se traduza em realidade, de forma equilibrada e justa, mas esse é, pelo menos, o discurso - relativamente ao aborto, posicionem-se a favor do extermínio da minoria mais frágil e desamparada que existe!