Com as baixas temperaturas registradas nos últimos dias no Alto Tietê, os municípios têm intensificado o trabalho de acolhimento e atendimento às pessoas em situação de rua. Em Mogi das Cruzes, a Prefeitura aumentou o número de vagas nos abrigos cadastrados. Suzano estuda implantar um serviço para desenvolver estratégias intersetoriais para atender esta população. Em Poá, parte das peças arrecadadas na Campanha do Agasalho serão distribuídas a essas pessoas.
Mogi possui 156 vagas de acolhimento, nos quais 40 em um abrigo masculino, 86 em duas casas de passagem masculinas, além de 30 em uma casa de passagem feminina. Nesta época do ano, em que as temperaturas são menores e com o aumento da procura, a Prefeitura realiza desde junho a Operação Inverno. Com isto, o número de vagas de acolhimento foi ampliado em mais 20, totalizando 176.
Segundo a Prefeitura de Mogi, as entidades se organizam para garantir todos os acolhimentos necessários. "As equipes de abordagem também trabalham em horário ampliado, ofertando os encaminhamentos para as pessoas em situação de rua, embora alguns grupos ainda oferecem resistência".
De acordo com a administração municipal de Suzano, até agora não houve aumento significativo na procura pelo serviço de acolhimento. Atualmente, existe um abrigo conveniado com a Prefeitura que oferece 50 vagas, nas quais 40 para homens e 10 para mulheres.
O município destacou que no abrigo é oferecido todo o atendimento necessário. "No local é oferecido acolhimento (dormitório), atendimento técnico, alimentação, banho e vestimenta. O total de vagas é considerado suficiente, porque a demanda varia conforme a época do ano. Em meses mais frios, quando a procura pode ser maior, o abrigo flexibiliza as vagas para atender mais pessoas. Mas é importante lembrar que o acolhimento deve ser provisório e emergencial".
A Prefeitura de Suzano informou que ao longo do ano são realizadas a abordagem e o encaminhamento, mas que isto é intensificado nos meses mais frios. "Há um projeto para implantar um serviço para desenvolver estratégias intersetoriais que garantam à pessoa em situação de rua espaços adequados para o atendimento qualificado e especializado, de modo a promover a construção conjunta com o usuário o seu processo de saída das ruas, com dignidade e respeito à sua vontade e nível de autonomia".
Poá conta com um abrigo que atende pessoas em situação de rua. Ele tem capacidade para 30 pessoas. "Temos ainda o atendimento sendo realizado pelo Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social), que é a referência às pessoas em situação de rua, que busca resgatar o laço familiar, com a possibilidade do retorno a cidade de origem", informa a Prefeitura.