Em cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes na manhã de ontem, o prefeito de Poá, Gian Lopes (PR), o vice-prefeito e secretário Municipal de Saúde, Marcos Ribeiro da Costa (PDT), o Marquinhos Indaiá, e o deputado estadual André do Prado (PR) apresentaram ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) e ao secretário-chefe da Casa Civil, Samuel Moreira, a situação difícil pela qual passa a cidade que corre o risco de fechar o Hospital Municipal Guido Guida devido ao corte no repasse do Imposto sobre Serviços (ISS) à Prefeitura. Os representantes deverão participar de uma reunião, nos próximos dias, na sede da Secretaria de Estado da Saúde, para detalhar a situação considerada crítica.
O prefeito Gian Lopes tem expectativa de que seja encontrada alguma solução para a cidade. "O deputado foi muito receptível e está trabalhando para que o governo do Estado nos ajude e não deixe fechar (o hospital). É impossível, hoje, manter o custeio deste hospital", afirmou. Cerca de R$ 54 milhões dos R$ 60 milhões do orçamento previsto para o ano da Secretaria de Saúde de Poá devem ser direcionados ao funcionamento da unidade, que tem 24 leitos e atende, em média, a 159 mil pacientes por ano.
Para o deputado, é o momento de buscar uma ajuda a Poá, já que a unidade de saúde, em funcionamento na cidade, recebe pacientes de outras localidades. "Estivemos aqui para falar com o governador e com o secretário-chefe da Casa Civil sobre os problemas enfrentados por Poá. Durante a reunião, o secretário Samuel Moreira ligou para o secretário de Saúde David Uip, que nos assegurou já ter uma reunião agendada para receber os deputados da região e tratar desta demanda. O governador também se mostrou sensível ao caso. Não se pode parar de buscar alternativas para impedir que o Hospital Municipal feche as portas", afirmou.
O tema foi apresentado a Alckmin na cerimônia de lançamento de programas de parcelamento de dívidas de contribuintes. Em parte de sua fala, o governador citou a dificuldade enfrentada por Poá. "A cidade tinha várias empresas instaladas. A Câmara Federal aprovou uma alteração no repasse do ISS às cidades. O dinheiro não vai mais para onde fica a sede, mas para onde é gerada a transação financeira. Isso gera uma dificuldade, por exemplo, para Poá, que recebia R$ 140 milhões de repasse e tem um orçamento estimado em R$ 400 milhões. Isso significaria para São Paulo, que tem um orçamento de R$ 206 bilhões, perder
R$ 60 bilhões", afirmou.