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A Prefeitura de Mogi das Cruzes prorrogou por mais seis meses o prazo para elaboração do projeto básico do corredor de ônibus municipal no trecho nordeste. Com isso, a previsão é de que esse trabalho, que está sendo executado pela empresa Geométrica Engenharia de Projetos Ltda., seja concluído no fim deste ano.
A criação do projeto básico é o primeiro passo para que a estrutura possa ser construída. É nesta etapa que se estabelece, por exemplo, quanto de recurso será necessário para que obra possa ser executada.
De acordo com o secretário municipal de Planejamento e Urbanismo, Claudio de Faria Rodrigues, atualmente 70% do projeto já foi elaborado. "Os outros 30% englobam mais a parte do detalhamento da obra. Logo que assumimos a pasta foi feita uma reunião, onde foi colocada a necessidade de estender esse prazo para que o projeto pudesse ser finalizado", concluiu.
Conforme já noticiado pelo Mogi News, a construção do corredor de ônibus no trecho nordeste da cidade compreende a ligação das avenidas João XXIII e Castelo Branco às avenidas Francisco Rodrigues Filho e Pedro Romero. O empreendimento inclui também a projeção de uma obra de arte especial sobre a linha férrea de concessão da MRS Logística, no distrito de César de Souza.
A execução do projeto básico está sendo pleiteada com recursos federais. O benefício é resultante da acolhida de emenda parlamentar do então deputado federal Junji Abe (PSD-SP) ao Orçamento da União.
Em junho do ano passado foram repassados R$ 296 mil ao município, correspondente à parcela final do valor de R$ 592 mil, previsto na emenda, cabendo à Prefeitura a contrapartida necessária para o custeio do projeto.
Segundo Rodrigues, o montante necessário para a execução da obra efetivamente, que ultrapassa R$ 100 milhões, também deverá ser angariado junto ao governo federal. "A ideia é fazer essa captação de recurso via Ministério das Cidades. Portanto, após a elaboração do projeto, com todo o detalhamento sobre o que e quanto é necessário para executar a obra, nós encaminharemos isso para o governo federal", explicou.
O secretário ressaltou que não é possível prever quando os trabalhos de construção poderão finalmente sair do papel. "Devido à grandiosidade da obra, nós precisamos da chancela do governo federal. Por isso estamos trabalhando para que assim que ele abrir consulta para a liberação de recursos Mogi já esteja preparado e, então, possamos sair na frente de outros municípios", concluiu.
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