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As condições de abandono da praça Armando Rossi, no centro de Poá, chamam a atenção e causa indignação de quem passa pelo local. O ambiente, que era destinado ao lazer dos munícipes, está coberto por mato e lixo. O espaço também foi vandalizado, os brinquedos estão quebrados, os banheiros tiveram as portas arrombadas e foram destruídos. Mesmo diante dessas condições, o parque fica aberto e qualquer pessoa tem acesso a essa situação de risco. Há ainda vestígios de fogueira, pois a área também virou abrigo para moradores de rua.
A população que vive no entorno da área cobrou a manutenção e a fiscalização para manter a conservação e evitar a permanência de mendigos no local. A reportagem do Dat esteve na praça e se deparou com um ambiente totalmente abandonado. Vários tipos de lixo espalhados por todo o espaço, como garrafas, restos de alimentos, cobertores, roupas velhas, papel e sacos plásticos. Além disso, a falta de manutenção é visível, quando se nota o mato que cresce entre os bloquetes no chão e os brinquedos do playground.
"Eu não viria aqui com a minha família. Não tem a menor condição", disse a aposentada Cícera Braz, de 61 anos. Ela lembrou ainda que, em dias de chuva, o espaço fica completamente alagado e reclamou da proliferação de bichos. "A situação aqui está péssima. Tem mais espaço para os bichos do que para nós".
O eletricista Josemar Neri, 40, criticou a falta de manutenção do espaço e alertou para os perigos que o abandono pode causar. "Não entendo nem o porquê de fazer essas quadras se estão nessa situação. Foi tudo perdido. Quando chove muito enche de água e lama", contou. "Hoje está cheio de lixo e, com certeza, tem o risco de dengue porque a água fica acumulada".
Além das condições de abandono, os munícipes também cobraram mais fiscalização no espaço, que está vandalizado e ocupado por moradores de rua. "Falta zelo tanto por parte da Prefeitura quanto da própria população, que suja toda a praça. Tem muito vandalismo, porque não tem quem tome conta", observou o aposentado Augusto Palácio, 55.
Para o aposentado José Oliveira e Silva, 81, é necessário conservar o espaço para dar condições de uso. "Esse lugar está horrível. Precisa cuidar para colocar em condições de uso para a população".
O Dat entrou em contato com a Prefeitura para pedir um posicionamento sobre a situação da praça Armando Rossi, mas até o final desta edição, não obteve resposta.