Os pais dos alunos da Escola Municipal de Ensino Básico (Emeb) Estância Hidromineral de Poá farão uma manifestação em frente à Prefeitura na próxima quinta-feira. A estimativa é que 300 pessoas compareçam ao ato em protesto contra a reforma escolar, que estuda a possível extinção do 6º ano a partir de 2018 e a junção de turmas que têm cerca de 20 alunos para uma só classe, podendo aumentar o número de estudantes por sala de aula.
Um dos objetivos do protesto é exigir que a Prefeitura apresente detalhes do projeto que pode ser colocado em prática já neste semestre, com a intenção de economizar recursos, já que os repasses do Imposto Sobre Serviços (ISS) deverá sofrer os primeiros cortes neste mês.
A concentração dos manifestantes está marcada para 12h30, em frente a Emeb Estância, na região central. Em seguida, todos devem seguir até o Paço Municipal.
A principal preocupação é que não haja tempo para adaptação dos alunos com a possível mudança repentina. "A nossa reivindicação é que não ocorra a junção das salas. Para isso, é necessário um estudo mais aprofundado, até porque a menor classe tem 23 alunos", enfatizou Velaine Guilherme, de 41 anos. Ela é mãe de duas crianças matriculadas na unidade.
O assunto ganhou muita repercussão nas redes sociais com informações desencontradas. Alguns familiares de alunos chegaram a afirmar que a unidade escolar seria fechada. Em seguida, a Prefeitura de Poá esclareceu que não haverá o fechamento da unidade e um novo prédio será construído para atender todos os matriculados. Na ocasião, a administração municipal também havia informado que não haverá a extinção de salas de aula no município.
No entanto, os pais garantiram que a Secretaria Municipal de Educação os informou que a unidade não atenderá o 6º ano a partir de 2018. "Queremos a abertura de salas para o próximo ano. Não queremos o fechamento de classes", disse Velaine.
Ela ainda lembrou que uma das principais reivindicações é que não ocorra a junção das salas de aula. "As turmas não são tão reduzidas. A menor tem 23 alunos. Imagina se unir com outra classe. Terão mais de 40 alunos para um professor", avaliou. "A outra reivindicação é a abertura de salas para o próximo ano. Também queremos que seja apresentado um plano para que não haja desencontro de informações, como tem ocorrido. Queremos ver os detalhes do projeto para o próximo ano letivo".
O filho da psicóloga Keila Ricardo, 44, é portador do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDHA) e poderá ser prejudicado com o possível aumento de alunos nas turmas. "Ele já não tem mais a professora auxiliar. Com turmas grandes fica difícil dar atenção para todos. Imagina para as crianças especiais", afirmou.