Na impossibilidade de assumir uma postura feminina, ela ri daquela que passa na calçada tentando se equilibrar no salto. Incapaz de enxergar suas próprias falhas, reclama do funcionário que apresenta ideias novas e bom desempenho. Debilitado diante de suas frustrações no trabalho, desenvolve uma inibição e deixa de falar com os familiares. Projeta na filha todas as suas angústias exigindo uma perfeição descomunal.
Somos seres desejares destinados a incompletude! Estamos imersos na linguagem, e não percebemos que ela constitui um universo ao nosso redor, nomeando tudo o que nos cerca, ordenando nossos pensamentos, nossos devaneios, os projetos e até nossa imaginação. Fantasias e enganos, mentiras e verdades estão no cerne da comunicação humana, levando a graves prejuízos, do ponto de vista da saúde, da ética e principalmente financeiro.
A abordagem psicanalítica considera a singularidade do sofrimento humano frente as chamadas novas doenças da alma: angústia, dores no corpo e na alma, ilusão e decepção, toxicomanias, depressão, síndrome do pânico, narcisismo, bulimia, anorexia, os transtornos obsessivos (toc), bipolaridade.
No trabalho analítico a constatação é obvia: não se arranca de um dia para o outro as pessoas de seus hábitos mentais, aí que entra o analista; para que o sujeito saia da queixa paralisante e que possa, ele mesmo ir ao encontro do que deseja, pois viver implica riscos e desafios, portanto, nada do que é previsto encanta, é a surpresa que nos preenche!