Com o objetivo de impedir que caminhões continuem trafegando pela ponte sob o rio Tietê, que liga o bairro da Volta Fria ao distrito de Jundiapeba, em Mogi das Cruzes, a administração municipal está intensificando o bloqueio no local. A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos nos próximos dias.
Moradores que fazem a travessia da ponte, no entanto, não demonstraram satisfação com o trabalho executado. É o caso da dona de casa, Karmillene Rodrigues de Almeida, de 25 anos, que diariamente passa pelo local. "Ficou melhor do que estava porque antes nem pedestre estava conseguindo passar aqui direito, pois as madeiras estavam todas soltas e apresentavam riscos de acidente. Mas, infelizmente, ainda há muita coisa a ser feita. O certo mesmo era construir uma ponte nova", disse.
Opinião semelhante é compartilhada pela dona de casa Tatiane Cristina, de 35 anos. "Quando vimos a Prefeitura realizando os serviços, ficamos até contentes achando que ia melhorar mesmo. Mas não vi muita diferença. Apenas maquiaram o problema. A estrutura continua toda podre. Já passou da hora de fazerem outra ponte", reclamou.
A construção de uma nova estrutura, que está atrelado a melhorias também na estrada, é uma demanda antiga dos moradores e já faz parte dos planos da administração municipal há bastante tempo. No entanto, tais serviços requerem alto investimento e, no momento, segundo a Pasta, não há previsão orçamentária para tal.
A situação é vista com pesar pela comerciante Ana Maria da Silva, de 41 anos, que vê a obra como uma importante ferramenta para o desenvolvimento do bairro. "Se fizerem outra ponte, o ir e vir vai ficar muito melhor e poderemos chegar com tranquilidade até Jundiapeba, além de contar com mais ônibus", projetou.
Bloqueio
Os serviços realizados no momento pela Prefeitura fazem parte das ações de recuperação da estrutura. De acordo com a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, funcionários permanecem na Estrada da Volta Fria, para o reparo dos pontos mais críticos do acesso. Na manhã de ontem, no entanto, nenhuma ação encontrava-se em andamento. "As equipes já fizeram a troca de dormentes de madeira para superar o problema com vãos e estão agora cuidando da afixação de bloqueios, para inviabilizar o tráfego de veículos pesados", disse.
Além dos bloquetes de concreto, que já eram utilizados anteriormente para inibir a passagem de veículos pesados, barras de ferro também começaram a ser instaladas para impedir que os motoristas desrespeitem a proibição de trafegar sob a ponte. "Além de pilastras de ferros afixados no chão, será instalada também uma barra superior e horizontal, com o objetivo de impedir que os bloqueios sejam arrancados e também para limitar a altura dos veículos que utilizam o acesso", explicou a Pasta.