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O primeiro dia de inscrições para a Frente de Trabalho de Ferraz de Vasconcelos atraiu mais de 1,2 mil desempregados. Alguns passaram a noite na porta do Ginásio Municipal Marcílio Guerra para garantir a participação no processo seletivo. Mas até o final da manhã de ontem a fila ainda dobrava a esquina, na rua Jácomo Zanchetta, no centro da cidade. A via precisou ser interditada pela manhã e contou com o auxílio da Guarda Civil Municipal (GCM).
Os cadastros serão encerrados na quinta-feira. Até lá, os interessados em participar da seleção devem comparecer ao ginásio entre 8 e 12 horas, período em que as senhas serão distribuídas. Após esse horário, o portão será fechado, mas o atendimento continua. A lista dos classificados será divulgada até 15 de agosto.
Os selecionados terão bolsa-auxílio de R$ 592 e cesta básica de R$ 130. A carga horária será de 32 horas semanais, sendo oito horas diárias. Um dia da semana será destinado para a qualificação profissional ou alfabetização.
Só ontem foram atendidas 1.250 pessoas para concorrer às 500 vagas disponíveis no programa. Entre os candidatos estava Natália Martins, de 21 anos. A jovem está confiante e pretende usar a remuneração para investir nos estudos. "Nunca trabalhei registrada. Sei que é temporário, mas pretendo fazer faculdade na área de gastronomia e já vou conseguir economizar para isso", contou.
Desempregada há quatro anos, Fabiana Deodato, 37, fez curso de especialização em radiologia, mas não consegue vagas na sua área de atuação. "Estou sem emprego, mas tenho dois filhos e preciso trabalhar para sustentá-los. Enquanto isso faço 'bicos' como manicure, mas preciso de um salário fixo", disse a candidata, que chegou às 6 horas da manhã para garantir a inscrição no programa.
Franciani Nogueira de Brito, 29, trabalhava como vendedora e está há mais de um ano desempregada. "Eu fazia faculdade de Hotelaria Hospitalar, mas precisei trancar a matrícula quando perdi o emprego. Agora acho que terei a oportunidade de reservar dinheiro para terminar os estudos", revelou.
Para garantir o sustento da família, Vanderlúcia da Silva, 41, faz salgados para vender. No entanto, não tem uma renda fixa. "Estou há um ano e meio desempregada e se eu for selecionada já garanto a renda em casa".
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