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Mogi das Cruzes vai implantar nos próximos meses uma residência terapêutica para abrigar os mogianos que estavam internados em instituições psiquiátricas de longa permanência. Nesse primeiro momento, a Secretaria de Saúde esperar abrigar sete pessoas que estavam no Hospital Psiquiátrico Vera Cruz, em Sorocaba. A transferência dos pacientes segue um processo de desinstitucionalização da saúde mental.
Para cuidar da residência terapêutica, a Prefeitura de Mogi abriu um chamamento público para contratar uma Organização Social (OS). Atualmente, 11 entidades estão qualificadas pelo município. O processo será realizado até o dia 28 de junho, quando os envelopes com as propostas das OS interessadas serão abertos.
De acordo com a secretária-adjunta de Saúde, Rosângela Cunha, a OS ficará responsável pelo serviço de cuidador e da limpeza da casa. O imóvel que já foi locado pela administração municipal funcionará na rua Francisco Franco, centro. "É uma casa em que ficará até dez pacientes que estavam internados em hospitais psiquiátricos há 20 anos e até 40 anos. Há algum tempo estão desinstitucionalizando esse serviço. Não será uma casa de saúde, é como se fosse uma república", esclareceu.
Rosângela informou que a princípio a Secretaria de Estado da Saúde ficará responsável por parte do custeio. Neste primeiro momento, a pasta encaminhou R$ 20 mil para implantação. Depois que o serviço começar o custeio será de R$ 20 mil até que o Ministério da Saúde assuma esse valor. A secretária disse que o valor é insuficiente para a manutenção e que a Prefeitura complementará o recurso.
Segundo a gestora, o número de pacientes atendidos na residência pode sofrer variações. "A Secretaria de Saúde está tomando cuidado em deixar em um mesmo lugar as pessoas que passaram um longo tempo juntas. Por exemplo, se algum mogiano se casou com alguém de Jundiaí a tendência é que eles fiquem juntos", acrescentou.
A secretária ressaltou que a ideia da residência é que os pacientes tenham uma vida normal. "Sabemos de casos de pessoas que viviam acamadas e depois das casas já estão andando. O serviço de saúde será oferecido pela secretaria. O cuidador vai levar para consultas médicas, por exemplo, mas dependendo da situação, a pessoa pode ir sozinha", disse.
Sobre as cidades da região, Rosângela disse que existem pacientes de municípios vizinhos que terão que ser transferidos para residência terapêutica e analisou que cada Prefeitura terá que encontrar uma solução.
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