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Nem mesmo a chuva que caiu durante boa parte do dia de ontem impediu que os mogianos se imunizassem contra a gripe. Durante o primeiro dia após a liberação oficial da vacina para a população geral, a procura pelas doses era significativa nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Mogi das Cruzes.
Na UBS da Vila Suíssa, por exemplo, cerca de 90 pessoas haviam sido imunizadas até o meio-dia. Entre os precavidos estavam a jornalista Viviane Garcia, de 37 anos, e a filha Maria Clara, de 7. "Nos últimos anos eu comprei a vacina, que custou cerca de R$ 70 cada. Quando vi que estava liberado, vim logo garantir a dose. Com isso economizo dinheiro e tempo, pois no inverno passado fomos tomar em São Paulo, porque nas clínicas de Mogi já estavam esgotadas", contou.
Para o estudante Cristiano Ferreira, 30, a imunização de toda a população devia ser garantida sempre. "Eu acho importante essa liberação, pois todos vivemos em conglomerados. Eu mesmo estagio em farmácias, tenho contato direto com as pessoas doentes, mas não podia tomar a vacina até então, pois, como ainda sou estudante, não sou considerado profissional da Saúde", disse.
Na UBS do Jardim Universo, a situação não foi diferente. Boa parte das pessoas que procuraram a unidade não estavam inclusas no grupo considerado prioritário da campanha de vacinação. Foi o caso da vendedora Michele Ventura Leandro, de 36 anos, que se vacinou juntamente com o filho Gabriel, de 12 anos. "Achei muito bom terem liberado. Já que eles imunizaram o público-alvo, nada melhor do que usar as doses que sobraram em quem tem interesse", comentou.
Opinião semelhante é compartilhada pela cuidadora Maria Aparecida Rodrigues, de 43 anos. "Achei ótimo. Se está sobrando, nada mais justo do que ofertarem para o restante da população".
Histórico
A Campanha de Vacinação Contra a Gripe deste anos teve início em 17 de abril com um cronograma de atendimento exclusivo para crianças de seis meses a 5 anos incompletos, gestantes, mulheres no período pós-parto, idosos com mais de 60 anos, profissionais que atuam na área da saúde, bem como portadores de doenças crônicas com indicação médica, população indígena e professores.
Na última sexta-feira o Ministério da Saúde decidiu vacinar os cidadãos que não fazem parte do público-alvo da campanha, com a justificativa de que ainda há cerca de 10 milhões de vacinas em estoque em todo o País. O Estado de São Paulo, no entanto, optou por não aderir a ação, alegando que a ampliação depende do recebimento de novas doses.
Diante das circunstâncias, apenas Mogi das Cruzes estendeu a campanha para o restante da população. Os demais municípios do Alto Tietê continuam imunizando apenas os grupos prioritários.
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