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A Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes suspendeu temporariamente o atendimento da Maternidade desde ontem. A decisão foi tomada após uma reunião realizada entre a diretoria do hospital e o secretário municipal de Saúde, Marcello Cusatis, em função da superlotação registrada nos últimos dias.
Nesta manhã de ontem, a Maternidade contava com 73 pacientes internadas para um total de 38 vagas. Deste total, 25 foram acomodadas em outras enfermarias da Santa Casa. "É uma situação muito preocupante e que exige, mais uma vez, a adoção de medidas emergenciais visando evitar danos irreparáveis às pacientes que procuram ou que já estão em acompanhamento na unidade", afirmou o secretário.
Apesar da superlotação da Maternidade, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal se mantém, até o momento, dentro da normalidade. "Felizmente, a situação é preocupante apenas na Maternidade, porque a grande maioria dos bebês que nasceram nos últimos dias está saudável, com peso normal e podendo desfrutar do alojamento conjunto com as mães", pontuou o diretor técnico da Santa Casa, Ricardo Bastos.
Desde o mês passado, a Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes tem registrado aumento significativo na demanda da Maternidade. O prefeito Marcus Melo e o secretário Marcello Cusatis estiveram com o secretário estadual de Saúde, David Uip, para pedir apoio do Governo do Estado na ampliação da Maternidade na Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes ou a possiblidade de implantação de um novo serviço. A instituição também busca a adequações de layout dos setores para buscar uma solução mais imediata.
A Santa Casa de Mogi é uma entidade que atende 11 mil pessoas por mês, com 182 leitos, 150 médicos e 650 funcionários.
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