Das 66 escolas da rede municipal de ensino de Ferraz de Vasconcelos, 46 unidades precisam passar por algum tipo de reforma. Desse total, a situação mais caótica é a da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Dr. Alfredo Froes Neto, na Vila Santo Antônio. Por isso, no segundo semestre, o prédio que corre o risco de cair deverá ser praticamente reconstruído. Para tanto, os alunos serão transferidos para a Escola Estadual Iijima, na Vila do Americano, na mesma região. As ações adotadas na Educação, de janeiro a maio deste ano, foram apresentadas durante audiência pública ontem na Câmara.
A reunião que contou com a participação de boa parte dos 17 vereadores foi sugerida à Casa pela própria titular da pasta, Valéria Eloy da Silva Kovac. Na ocasião, a secretária aproveitou para pedir o apoio do Poder Legislativo para atenuar os efeitos da crise financeira porque passa a municipalidade e a consequente falta de dinheiro para investimentos na área. Para se ter uma ideia exata da penúria econômica em que encontra-se o erário público local, a Educação dispõe de apenas R$ 8 milhões para fazer todas as manutenções de escolas até dezembro.
Para tentar equilibrar as finanças educacionais, Valéria Kovac informou que estuda municipalizar a Escola Estadual Dr. José Eduardo Vieira Raduan, na Vila Jamil. Com a medida, a cidade atenderia toda a sua demanda no bairro e evitaria a contratação de quatro ônibus para levar estudantes da Raduan até a Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Myriam Penteado Rodrigues Alckmin, na Vila Santo Antônio. Hoje, a propósito, somente com o transporte dos 1.182 alunos na cidade, a Prefeitura desembolsa por mês quase
R$ 3 milhões.
Em geral, a rede municipal de ensino de Ferraz atende 21.629 estudantes e atuam na Educação 2,5 mil profissionais.
A assessoria de Imprensa da Câmara informou ontem que, mesmo assim, o órgão enfrenta um déficit de mais de 200 servidores neste setor, o que tem obrigado à implantação de medidas amargas como, por exemplo, a redução da permanência de crianças em creches.
De acordo com a assessoria, para resolver esse impasse seria essencial fazer um concurso público, mas como o limite de gastos com a folha de pagamento do Poder Executivo está muito próximo do teto máximo de 54%, o processo de contratação fica comprometido. Em relação ao fornecimento da merenda escolar, Valéria Kovac garantiu que apesar do pouco dinheiro nenhuma criança deixará de receber a refeição. Até maio do corrente ano, a Secretaria aplicou R$ 769,5 mil, contra R$ 3,5 milhões, em 2015 e R$ 4,1 milhões, em 2016, no mesmo período.