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A retirada das vagas de estacionamento de alguns trechos da região central gerou críticas dos comerciantes. Na primeira manhã em que a medida começou a vigorar, eles afirmaram que o movimento de pessoas apresentou uma queda significativa. As mudanças foram realizadas na rua Coronel Souza Franco entre as ruas padre João e Presidente Rodrigues Alves. A rua Manoel Caetano também teve as vagas retiradas entre as ruas Coronel Souza Franco e José Bonifácio. Foram extintas 40 vagas, além de duas no quarteirão entre a Coronel Souza Franco e a Barão de Jaceguai.
O fluxo de veículos na rua Coronel Souza Franco, uma das principais do centro, estava tranquilo na manhã de ontem. Para os comerciantes locais, a falta de veículos representa menos visibilidade para as lojas. De acordo com eles, as vagas de estacionamento eram importantes para atrair clientes e representavam uma facilidade de acesso. O parquímetro que existia perto do Mercado Municipal já foi retirado.
A comerciante Patrícia Dohi, de 46 anos, criticou a falta de diálogo com a Prefeitura. "Não estava sabendo dessa mudança, ninguém veio fazer uma pesquisa com os comerciantes. A Prefeitura não apontou uma solução para a retirada das vagas. O estacionamento era muito importante. Acabaram com quatro quarteirões, a rua está vazia e as vendas vão cair. Como as pessoas vão carregar os produtos? Vai nos prejudicar muito. O problema do trânsito não são as vagas, mas sim o cruzamento com a rua Brás Cubas. Fica tudo parado, deveriam colocar um semáforo. Queremos as vagas de volta", ressaltou.
Muitos clientes do Mercadão aproveitavam as vagas para estacionar. Para os comerciantes essas pessoas acabavam conhecendo as lojas e comprando. "Ficou muito ruim. O movimento já caiu bastante. Agora não passa mais carro e as pessoas não veem a loja", avaliou a vendedora Raquel Feitosa, 20.
Para a atendente Fabiana Carvalho, 28, a visibilidade das lojas foi reduzida com a retirada das vagas. "Para uma sexta-feira o movimento está muito ruim", acrescentou.
Para o comerciante Allan Ahmad Khechen, 30, é preciso acompanhar as mudanças. "No início me assustei com a mudança, mas agora acho que as lojas ficam mais visíveis. Antes, os caminhões ficavam estacionados e as pessoas que estavam na outra calçada não viam o que tinha desse lado. A mudança começou hoje (ontem), temos que esperar para ver como vai ficar", ressaltou.
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