Poá foi palco ontem da 2ª Virada Feminina Paulista, que tem como alvo diversos municípios do Estado. O evento reuniu cerca de 300 pessoas, na Praça de Eventos Lucília Gomes Felippe. A entrada foi totalmente gratuita e o espaço foi cenário para um desfile de moda plus size e palestras que levantaram temas importantes, como o empoderamento e a importância da participação da mulher na sociedade e na política. Além disso, foram oferecidos diversos serviços sem custo para o público, como maquiagem, oficinas de artesanato e workshops sobre geração de renda.
A Virada Feminina também contou com a presença da idealizadora do projeto, Marta Lívia Suplicy, que também é presidente nacional da Liga das Mulheres Eleitoras do Brasil (Libra). "A pauta da virada é muito ampla, já que engloba o empreendedorismo, justiça e cidadania, saúde da mulher e a violência. O que nós fizemos foi um somatório com um só objetivo: levar soluções para as demandas do universo feminino", explicou, lembrando que a virada nasceu em 28 de maio deste ano, no Dia Nacional de Combate à Mortalidade Materna. "Levaremos a Virada Feminina para outras cidades também. Poá é a primeira".
A ação também pode virar projeto de lei para que a cidade realize a Virada Feminina anualmente, segundo adiantou a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Mildima Ferreira Lima, que também estava à frente da organização. "O objetivo é mostrar para as mulheres que, infelizmente, existe violência contra elas e que muitas não sobrevivem para contar", lembrou "O evento é também para darmos o braço, pois unidas conseguiremos muitas vitórias. Estamos lutando para que o evento seja transformado em lei para que todos os anos, na primeira semana de junho, possa acontecer a Virada Feminina. O empoderamento é dar voz às mulheres".
A secretária da Mulher de Poá, Jeruza Pacheco Reis, também apoiou e participou da abertura que teve início às 10 horas. "O objetivo é lutar pelo respeito à condição feminina na sociedade", enfatizou a chefe da pasta.
O vice prefeito Marcos Ribeiro da Costa (PDT), o Marquinhos Indaiá, e a primeira-dama Andressa Lopes também marcaram presença e participaram da cerimônia de abertura da ação.
Para a artesã Adriana Carvalho, 46, o evento traz temas que precisam ser discutidos. "Um evento como este nos traz esperança. Espero também que traga mais consciência, porque agressão não é só a física, mas também a verbal e não é só do homem, mas da sociedade em geral".
Já a dona de casa, Gislaine Godoi, 42, acredita que a Virada Feminina tira muitas dúvidas. "É muito esclarecedor, porque os direitos da mulher não são tão divulgados como deveriam", avaliou.