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Com o objetivo de trocar informações e buscar políticas públicas mais efetivas para o atendimento e o resgate de pessoas em situação de rua, a Secretaria de Assistência Social de Mogi das Cruzes promoveu ontem o evento "Dialogando sobre a População de Rua". O evento contou com a presença de autoridades municipais e representantes de órgãos e entidades relacionadas ao tema.
"A proposta da administração municipal, por meio da Secretaria de Assistência Social, é ter um diálogo aberto com a comunidade de modo geral, sobre esse tema que é bastante complexo. Não existe uma solução isolada que se possa fazer para este problema e essa nos dá condições de dialogar para que, ao final, nós possamos sair com ações práticas", disse o prefeito Marcus Melo (PSDB).
Para o chefe do Executivo, um resultado concreto só poderá ser alcançado quando todas as partes trabalharem em harmonia. Isso porque, muitas vezes, o gesto solidário de doar alimentos e agasalhos pode influenciar na decisão desses moradores em continuar vivendo nas ruas. "Além da resistência que existe tanto por parte dos moradores de rua que não querem ser acolhidos, quanto das famílias para recebê-los, há também o conflito gerado pela prática de ações isoladas que não ajudam com a solução que nós estamos procurando. As pessoas têm um desejo de apoiar e acolher e quando nós conseguimos trazer esses atores para o diálogo a gente consegue ter resultados melhores", comentou.
Na ocasião, o técnico de referência da Secretaria Municipal de Assistência Social, Osni Damásio da Silva, realizou uma apresentação sobre o trabalho desenvolvido pela Prefeitura, com a finalidade de reinserir estes cidadãos de volta à sociedade.
Além disso, houve também uma palestra ministrada pelo mogiano Marco de Moraes, que atua como guarda civil metropolitano em São Paulo e relatou sua experiência atuando no trabalho voluntário de acolhimento das pessoas em situação de rua na capital paulista. "O policiamento comunitário é diferenciado. O grande desafio é mostrar que por trás dessa farda existe alguém querendo ajudar. Então o primeiro obstáculo a ser superado é fazer com que estes moradores de rua se sintam convidados a conversar com a gente e não ser visto como uma ameaça, como geralmente ocorre", comentou.
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