A Prefeitura de Poá ainda não confirmou quando fará o chamamento dos candidatos classificados para a Frente de Trabalho e se a ação sofrerá impactos com a queda do Imposto Sobre Serviços (ISS). A ação faz parte do Programa de Combate ao Desemprego e Incentivo à Qualificação Profissional, que teve mais de 7,3 mil inscrições em maio, mas até o momento ninguém foi chamado para atuar em uma das 600 vagas disponíveis na cidade.
A reportagem do Dat questionou a administração municipal se a queda do ISS afetará o programa e quando que os selecionados serão convocados, mas a Prefeitura não confirmou e nem descartou a possibilidade de a Frente de Trabalho ser impactada com a crise econômica que deve assolar a cidade a partir do ano que vem. "Neste momento, a Prefeitura está avaliando minuciosamente todos os impactos que a questão do ISS vai gerar para Poá, inclusive na questão da Frente de Trabalho", informou por meio de nota.
O programa é administrado pela Secretaria Municipal de Indústria, Comércio, Emprego e Relações do Trabalho, que iniciou os cadastros dos candidatos há mais de um mês, na Praça de Eventos. Após o período de inscrição, a pasta havia informado que os dados dos inscritos seriam encaminhados para a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social. Um dos critérios de avaliação seria a situação de vulnerabilidade social do candidato.
Em abril, a Prefeitura de Poá publicou um decreto regulamentando a lei municipal que institui a Frente de Trabalho no município. O programa permite a ocupação de até 600 trabalhadores de acordo com o documento, porém, alguns postos já estão preenchidos por meio da ação e o número de vagas disponibilizadas não foi divulgado. Os selecionados pelo programa recebem salários de R$ 802,85, auxílio cesta básica de até R$ 135 e seguro de acidentes pessoais.
A jornada dos frentistas é de 40 horas semanais, sendo 35 horas de trabalho e cinco horas para qualificação profissional ou alfabetização.