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Cerca de 100 poaenses vão sair em caravana para Brasília hoje de manhã. O objetivo é chamar a atenção do Poder Público sobre a reforma na distribuição do Imposto Sobre Serviços (ISS) que prevê prejuízos de R$ 140 milhões aos cofres da Prefeitura de Poá. Junto com a população, seguiram para a capital nacional, o prefeito Gian Lopes (PR), o vice Marcos Ribeiro Costa (PDT), Marquinhos Indaiá, secretários e vereadores.
A concentração ocorreu em frente à Câmara, às 20 horas. Às 22 horas, três ônibus saíram levando os poaenses ao distrito federal. Segundo informações do Secretário Municipal de Transportes, Wilson Lopes, todos vão se reunir em um ato em frente a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), onde vão acampar e depois seguirão para o Congresso. A previsão é que a comitiva chegue em Brasília próximo do meio-dia de hoje. O retorno está previsto para amanhã.
O chefe da pasta é quem está coordenando o transporte da caravana para Brasília. Ele ressaltou que o transporte está sendo custeado com recursos próprios dos envolvidos e não há verba pública inclusa na ação. "Vamos pedir apoio para que permaneça o ISS para Poá, que prorroguem por mais 60 meses e deem um prazo maior para que a cidade consiga se adequar a essa nova lei. Ou então que façam uma emenda para manter os 2% do tributo para a cidade. Faremos uma reivindicação, um ato de cobrança e vamos acampar em frente a CNM", disse Wilson, lembrando que o secretário de Assuntos Jurídicos, Carlos Genovezzi é quem deve ficar à frente da cidade durante esse período de dois dias.
O chefe do Executivo poaense também fez um apelo nas redes sociais para que a população participe desse ato. Ontem, só pela amanhã, cerca de 80 pessoas manifestaram interesse em participar dessa caravana.
"A situação do nosso município é muito grave e quero convidar você, que ama o município de Poá para, juntos, irmos à Brasília na busca de reverter esse quadro. Na noite de segunda-feira, dia 26, partiremos em três ônibus para a capital do país", disse o prefeito Gian Lopes, em um vídeo compartilhado em sua rede social.
A redistribuição do tributo e a perda 40% do orçamento anual da cidade se deve a alteração da legislação tributária que permitia o recolhimento do tributo das unidades financeiras que têm sedes instaladas na cidade, como é o caso do Itaú, que possui uma unidade para operações específicas de leasing. A partir do ano que vem, o ISS que era arrecadado exclusivamente por Poá e pelas prefeituras que abrigam a empresa, agora, será dividido e distribuído para os mais de 5 mil municípios brasileiros.
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